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Despedimentos coletivos sobem para 552 em 2025, valor mais elevado desde 2020

Dados mensais da DGERT indicam uma tendência de crescimento e números equiparáveis aos da pandemia de Covid-19.

02 de fevereiro de 2026 às 20:57

O número de despedimentos coletivos comunicados aumentou cerca de 11% em 2025, face ao período homólogo, totalizando 552, sendo preciso recuar a 2020 para encontrar um valor tão elevado, quando atingiu os 698, segundo dados divulgados esta segunda-feira pela DGERT.

Ente janeiro e dezembro de 2025, houve 552 despedimentos coletivos comunicados, o que representa uma subida de 11,07% face aos 497 registados em todo o ano de 2024, segundo os dados mensais da Direção-Geral do Emprego e das Relações de Trabalho (DGERT).

O número de despedimentos coletivos comunicados pelas empresas tem estado a aumentar consecutivamente desde 2023 e o valor alcançado até dezembro do ano passado é o mais elevado desde 2020, período marcado pela pandemia de Covid-19.

Excluindo o primeiro ano de pandemia, é preciso recuar a 2014 para encontrar um valor tão elevado (nesse ano foram 664).

Dos 552 despedimentos coletivos comunicados pelas empresas no ano passado, 191 foram de microempresas, 219 de pequenas empresas, 90 de médias empresas e 52 de grandes empresas.

Em termos regionais, a região de Lisboa e Vale do Tejo liderou, com 271 despedimentos coletivos comunicados, seguida pelo Norte (com 173), pelo Centro (83), pelo Alentejo (12) e pelo Algarve (13).

Também o número de trabalhadores efetivamente despedidos em processos de despedimentos coletivos está a aumentar desde 2023 e registou no ano passado o valor mais elevado desde 2020 (quando eram 7.513).

Ente janeiro e dezembro de 2025, houve 6.714 trabalhadores abrangidos por despedimentos coletivos, dos quais 6.530 foram efetivamente despedidos (em todo o ano de 2024 tinham sido 6.085 trabalhadores abrangidos, dos quais efetivamente 5.758 despedidos).

Deste modo, o número de trabalhadores efetivamente despedidos em processos de despedimentos coletivos aumentou 13,4% até dezembro de 2025, face aos 5.758 registados no período homólogo, de acordo com os dados disponíveis.

No que toca especificamente ao mês de dezembro de 2025, foram efetivamente despedidos 595 trabalhadores, um valor superior aos 355 registados no período homólogo, bem como aos 161 registados em novembro.

Dos 595 trabalhadores efetivamente despedidos no último mês do ano passado, a região de Lisboa e Vale do Tejo liderava (com quase 46% do total), com 272 trabalhadores efetivamente despedidos.

As indústrias transformadoras são as atividades com maior número de trabalhadores despedidos em dezembro de 2025, sendo que, de modo global, a redução do número trabalhadores é a principal razão apontada (46%).

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