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Empresários de Coimbra querem que ligação da A13 ao IP3 seja prioridade

Conselho empresarial da região manifestou preocupação após abatimento do troço da A1.

12 de fevereiro de 2026 às 19:01

O Conselho Empresarial da Região de Coimbra (CERC) pediu esta quinta-feira ao Governo que a ligação da autoestrada A13 ao Itinerário Principal (IP) 3 seja assumida como uma prioridade estratégica nacional.

Em comunicado, o CERC manifestou uma "profunda preocupação" relativamente à rutura de um dique do rio Mondego, nos Casais, no concelho de Coimbra, que teve como consequência o abatimento da A1 ao quilómetro 191.

Estes acontecimentos "vieram expor fragilidades estruturais com impacto direto na mobilidade, no transporte de mercadorias e no normal funcionamento da atividade económica", alertou.

Segundo o CERC, ficou demonstrado que a região "não pode continuar dependente de uma única grande via estruturante" e, portanto, a ligação entre a A13 e o IP3 (Coimbra Norte -- Souselas) deve ser uma prioridade.

"Esta obra, já anunciada pelo ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, não pode ser adiada nem ficar condicionada a calendários longínquos".

Para o presidente do CERC, Hugo Serra, não bastam anúncios: "Precisamos de um calendário claro e execução no terreno".

O responsável considerou que a região "não tem margem para esperar", porque "sempre que ocorre um evento extremo a economia fica bloqueada".

"Esta ligação não é um luxo, é uma necessidade estratégica", defendeu.

O CERC sublinhou que a ligação exigida "reforça a redundância e resiliência da rede rodoviária nacional, cria uma alternativa eficaz à A1, reduz o risco de bloqueios prolongados em situação de emergência e fortalece a competitividade logística das empresas da região".

Os representantes do tecido empresarial da região de Coimbra saudaram o anúncio do lançamento do concurso para a Barragem de Girabolhos, que consideram um "projeto estruturante para a gestão integrada e sustentável dos recursos hídricos".

"A articulação entre uma estratégia robusta de gestão hídrica e o reforço das infraestruturas rodoviárias é fundamental para garantir segurança, competitividade e coesão territorial".

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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