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Encerramento estação de metro de Santa Apolónia em Lisboa devido à obra de drenagem ainda sem data

Prevê-se que a obra ocorra ainda no primeiro semestre deste ano e demore cerca de oito meses a estar concluída.

02 de fevereiro de 2026 às 21:12

O encerramento da estação de metro de Santa Apolónia, em Lisboa, devido à obra de drenagem, prevê-se que ocorra ainda no primeiro semestre deste ano, sem data definida, estimando-se que dure "cerca de oito meses", revelou a Câmara Municipal.

"Prevê-se que os trabalhos de reforço do túnel do Metropolitano de Lisboa possam iniciar-se ainda no primeiro semestre de 2026, com uma duração estimada de cerca de oito meses", indicou o município da capital, em resposta à agência Lusa sobre o encerramento temporário da estação de metro de Santa Apolónia em resultado da obra do Plano Geral de Drenagem de Lisboa (PGDL).

Em dezembro, o presidente da Câmara de Lisboa, Carlos Moedas (PSD), disse que a estação de metro de Santa Apolónia iria estar fechada durante cerca de seis meses devido à obra do PGDL, a partir de janeiro ou fevereiro de 2026, ressalvando que ainda estavam a ser feitos os cálculos pelo Laboratório Nacional de Engenharia Civil (LNEC) para definir datas concretas.

Dois meses depois, o município revelou esta segunda-feira que "a análise e simulação dos cálculos, com o contributo do LNEC, se encontram concluídas" e o projeto de execução está "em fase final de acertos".

Por isso, prevê-se o início dos trabalhos ainda no primeiro semestre deste ano, ou seja, até junho.

A agência Lusa questionou também a empresa Metropolitano de Lisboa sobre o encerramento temporário da estação de Santa Apolónia, aguardando ainda uma resposta.

O PGDL inclui a construção de dois túneis, um entre Monsanto e Santa Apolónia, e outro entre Chelas e Beato.

Sobre as alternativas de transporte público, a Câmara de Lisboa disse que a situação já foi abordada em conjunto com o Metropolitano e a empresa municipal Carris e "estão previstas ligações asseguradas por autocarros ligeiros, em regime de vai-e-vem, entre as estações de Santa Apolónia e do Terreiro do Paço".

A empreitada do PGDL, que pretende proteger Lisboa das cheias e inundações associadas a fenómenos extremos de precipitação, encontra-se em execução, "com diferentes frentes de obra em distintos níveis de avanço, nomeadamente ao nível dos túneis e das infraestruturas associadas", indicou a autarquia

Relativamente ao grande coletor entre Monsanto e Santa Apolónia, a escavação do túnel encontra-se concluída, com uma extensão aproximada de 4.400 metros, adiantou a câmara, referindo que estão atualmente em curso trabalhos de pequenas reparações dos anéis instalado, execução da soleira do túnel e das ligações aos principais coletores de superfície, nomeadamente Avenida da Liberdade, Rua de Santa Marta e Avenida Almirante Reis.

"Encontra-se igualmente em execução a bacia antipoluição de Campolide", acrescentou.

Em relação à zona de Santa Apolónia, o município explicou que ainda é preciso concluir os trabalhos de reforço do túnel do Metropolitano de Lisboa, passagem do grande coletor Monsanto - Santa Apolónia pelo túnel do Metropolitano e requalificação desta área da cidade.

Já o túnel entre Chelas e Beato, com cerca de 1.100 metros, encontra-se em fase de arranque, com a escavação a partir do Beato para Chelas, estando já executados cerca de 50 metros, referiu a câmara.

A construção destes dois grandes túneis de drenagem, num investimento de cerca de 133 milhões de euros, tem sofrido alguns atrasos.

O calendário inicial indicava que os trabalhos iriam decorrer entre julho de 2022 e fevereiro de 2025. No entanto, a obra só arrancou em 2023, tendo-se reajustado a previsão de conclusão para o final deste ano.

Considerado uma obra importante para enfrentar cheias e inundações na capital, o plano de drenagem foi anunciado em 2006, pelo então presidente da Câmara de Lisboa, António Carmona Rodrigues (independente, apoiado pelo PSD), mas só avançou em 2015, com Fernando Medina (PS) na presidência da autarquia, ainda que as grandes intervenções, nomeadamente a construção dos túneis, só tenham arrancado em 2023, sob a governação de Carlos Moedas (PSD).

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