Cerca de duas centenas de empresas "ainda não estão ligadas à média tensão", afirma responsável.
Cerca de 200 empresas na região de Leiria continuam sem ligação à média tensão e dependentes de geradores, motivo pelo qual a Estrutura de Missão para a Recuperação das Zonas Afetadas solicitará ao Governo combustível mais barato aos visados.
Cerca de duas centenas de empresas "ainda não estão ligadas à média tensão", o que se traduz em empresas de média e maior dimensão "ainda muito expostas ao risco de estarem ligadas via geradores", representando um custo para as mesmas, disse esta sexta-feira o coordenador daquela Estrutura de Missão, Paulo Fernandes.
A questão será levada para a tutela, no sentido de tentar tornar possível, "para além das medidas existentes, a questão do acesso ao combustível mais barato".
O responsável falava aos jornalistas à margem de uma reunião do Conselho Intermunicipal da Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Leiria, que está a decorrer em Pombal, quando referiu o objetivo de que "essas despesas possam ser elegíveis relativamente àquilo que são os programas de apoio que estão a ser desenhados".
"Isso é uma das questões permanentes da Unidade de Missão, que não só está a ajudar no desenho das medidas, mas sobretudo a ver como é que essas medidas e a realidade se cruzam", acrescentou.
Outro ponto de atenção daquela estrutura diz respeito às "empresas que são os porta-aviões desta Região [de Leiria], porta-aviões do país".
"Aquilo que aconteça nesta Região pode ter um efeito sistémico no país. Há muitas cadeias de valor que começam aqui", que são "fundamentais no nosso posicionamento de exportação", asseverou.
De acordo com Paulo Fernandes, "é preciso ter muito cuidado com o que está a acontecer [na Região] e, nesse sentido, também tentarmos que essas empresas, que são um referencial desta Região, não se percam".
Paulo Fernandes adiantou também que a Estrutura de Missão fechou esta sexta-feira um acordo com as ordens dos Engenheiros, Engenheiros Técnicos e Arquitetos, para, "a partir da próxima semana, poder haver contratação direta com as comunidades intermunicipais para pôr mais 400 pessoas a trabalhar" nos processos.
O acordo foi fechado "para termos mais pessoas no terreno a poder fazer as pequenas vistorias, as análises, que mesmo simplificadas dão muito trabalho, sobretudo num número absolutamente inimaginável do que é a dimensão desta tragédia".
Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.
A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.
As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.
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