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Falsa médica fez abortos ilegais

Durante cerca de dois anos, Margarida da Costa fez-se passar por médica e realizou, pelo menos, dez abortos ilegais numa clínica clandestina, em Leça do Balio, Matosinhos. A mulher, que é enfermeira de profissão, está a ser julgada, com outras duas arguidas, por dez crimes de aborto ilegal e usurpação de funções.

19 de janeiro de 2011 às 00:30

O julgamento, que decorre à porta fechada para proteger a identidade das testemunhas, já vai na terceira sessão e, até agora, as arguidas mantiveram-se em silêncio. Ontem, apenas duas estiveram presentes no Tribunal de Matosinhos, numa audiência em que foram ouvidas mais de dez testemunhas.

De acordo com a acusação do Ministério Público, Margarida da Costa, de 58 anos, montou num apartamento um gabinete médico chamado ‘Clínica Mulher’. Era ali que recebia grávidas convencidas de que a unidade de saúde seria legal e que a gerente era efectivamente médica.

No falso consultório, Margarida realizava interrupções voluntárias da gravidez. Caso fossem grávidas com o período de gestação até às dez semanas, cobrava 450 euros. Se já tivessem ultrapassado as dez semanas de gestação, a interrupção custava 2 mil euros.

A clínica angariava clientes através de publicidade nas páginas amarelas ou na internet. Foi desactivada em Janeiro de 2009, após uma busca da PSP. Margarida da Costa foi apanhada em flagrante, quando fazia uma cirurgia.

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