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Correio da Manhã

Sociedade

Farmacêutica cria primeiro medicamento que combate o Alzheimer

Biogen garante que remédio atrasa evolução da doença em 25% e ações disparam.
Bernardo Esteves 24 de Outubro de 2019 às 01:30
Alzheimer
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A farmacêutica norte-americana Biogen anunciou que vai pedir à FDA, a autoridade do medicamento nos Estados Unidos, para aprovar o primeiro remédio capaz de atrasar o desenvolvimento da doença de Alzheimer. O laboratório garante que o medicamento Aducanumab pode ser aplicado aos primeiros sinais de Alzheimer e consegue atrasar em 25% a evolução da doença.

O anúncio da novidade fez disparar as ações da Biogen em mais de 40%, com uma valorização acima de 18 mil milhões de dólares (16,1 mil milhões de euros). A revelação surpreendeu toda a gente, uma vez que em março a empresa tinha anunciado que iria desistir do Aducanumab, porque os resultados dos ensaios clínicos assim o aconselhavam.

Agora, a Biogen garante que realizou análises adicionais e concluiu que entre os 1600 doentes que participaram nos ensaios, os resultados foram positivos no grupo que recebeu doses mais elevadas.

O administrador da Biogen, Michel Vounatsos, garante que numa reunião com a FDA esta semana lhe foi dito que seria "razoável" candidatarem-se à aprovação do remédio. A FDA não comentou. Seja como for, os médicos estão céticos e querem conhecer mais detalhes dos ensaios.

PORMENORES
Notícias "estranhas"
Os médicos estão céticos. "São notícias estranhas. Preciso de analisar bem para me pronunciar", disse ao CM o neurologista Joaquim Ferreira. "Parece promissor, mas preciso de mais detalhes", disse o médico americano Murali Doraiswamy ao ‘New York Times’.

Mais de 200 mil doentes
Em Portugal há mais de 200 mil pessoas com Alzheimer e outras demências. É o quarto país da OCDE com maior prevalência, com 19,9 casos por mil habitantes. Em todo o Mundo estima-se que haja cerca de 50 milhões com Alzheimer.
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