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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Figueiró dos Vinhos apela ao uso responsável da energia no concelho

Foi solicitado que sejam utilizados apenas os equipamentos considerados essenciais, como frigoríficos, iluminação estritamente necessária e equipamentos médicos ou de apoio a pessoas dependentes.

09 de fevereiro de 2026 às 12:02

O município de Figueiró dos Vinhos apelou esta segunda-feira à população para que seja feito um uso responsável da energia elétrica de modo a evitar quebras no fornecimento, que tem sido assegurado por geradores em algumas zonas.

Em algumas partes do concelho de Figueiró dos Vinhos, distrito de Leiria, o fornecimento de energia elétrica encontra-se a ser assegurado, de forma provisória, através de geradores, enquanto decorrem os trabalhos de reposição e estabilização da rede elétrica, informou a Câmara Municipal.

Numa publicação nas redes sociais, a autarquia afirmou que, "face a esta situação excecional", apela-se aos munícipes a "uma utilização responsável da energia elétrica, até que o sistema se encontre totalmente normalizado".

Assim, foi solicitado que sejam utilizados apenas os equipamentos considerados essenciais, como frigoríficos e arcas de conservação, iluminação estritamente necessária e equipamentos médicos ou de apoio a pessoas dependentes.

"A utilização excessiva ou simultânea de equipamentos elétricos de elevado consumo poderá comprometer o funcionamento dos geradores, provocar interrupções no fornecimento, causar danos em equipamentos e colocar em risco a segurança de pessoas e bens".

O município aconselhou ainda que seja evitada temporariamente a utilização de aparelhos de elevado consumo energético.

Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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