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Geradores fornecem energia elétrica a 84% do concelho da Batalha

André Sousa garantiu que a autarquia mantém os "pontos de contacto, espaços de trabalho partilhado abertos, "escolas 100% funcionais e sítios também para tomar banho".

04 de fevereiro de 2026 às 19:25

O recurso a geradores cedidos pela E-Redes e por empresas permite fornecer energia elétrica a 84% do concelho da Batalha, distrito de Leiria, disse esta quarta-feira o presidente da Câmara Municipal.

Numa reunião com o secretário de Estado Adjunto e da Energia, Jean Barroca, o presidente do Município da Batalha, André Sousa, adiantou que a reposição de rede elétrica já alcançou 84% do concelho, através de geradores da autarquia, dos cedidos pela empresa E-Redes e por empresas do e fora do concelho, refere uma nota de imprensa.

"A fase de reação já passou, demos uma resposta brutal: Proteção Civil, bombeiros, Câmara Municipal, voluntários, fuzileiros. Estamos na fase de reconstrução do concelho e, aí, as nossas equipas estão preparadas a 100% para dar todo o apoio nesta fase crítica da eletricidade, que é a fase mais premente, de ajudar a E-Redes", acrescentou o autarca aos jornalistas, no final da reunião.

O apoio à empresa assenta na "abertura de caminhos florestais para os postos de média tensão", que já foram realizados, e também na identificação "ponto a ponto, casa a casa", para saber "quais são as casas sem eletricidade e continuar a dar essa resposta".

André Sousa garantiu que a autarquia mantém os "pontos de contacto, espaços de trabalho partilhado abertos, "escolas 100% funcionais e sítios também para tomar banho".

Sobretudo a parte sul da freguesia da Batalha, nas zonas de Pinheiros, Casal do Relvas, Calvaria, Casal do Mar, foi a área mais afetada pela questão dos postos de eletricidade de média tensão, assim como alguns pontos na freguesia de São Mamede, revelou André Sousa.

Segundo o autarca, as ações de esclarecimento junto à população vão continuar. "A nossa comunicação tem sido clara e feita diretamente com as pessoas, tendo sido já realizadas seis sessões de esclarecimento junto a zonas ainda sem eletricidade, onde temos tido muita afluência da comunidade", indicou.

Em pontos "essenciais nessas localidades", há "um ponto de contacto com luz, com eletricidade e com máquinas de lavar roupa, por exemplo".

As empresas são uma preocupação da Câmara da Batalha, que alertou junto da E-Redes a necessidade da economia começar a laborar.

Na nota de imprensa, o município anunciou que solicitou que a iluminação do Mosteiro de Santa Maria da Vitória fosse desligada até a reposição da energia do concelho estar completa. Um pedido aceite pela direção do Mosteiro e pela ministra da Cultura, Margarida Balseiro Lopes.

"Esta é uma mensagem simbólica e de solidariedade com quem ainda não tem luz nas suas aldeias", destacou.

O secretário de Estado Adjunto e da Energia sublinhou que têm sido dados "apoios e respostas diretas às pessoas, enquanto comunidade e enquanto Estado".

A nota de imprensa da autarquia acrescenta que a E-Redes assumiu o objetivo "de ter 95% de todas as linhas de média tensão energizadas até ao fim de semana", embora haja "muitas linhas com postes partidos e linhas caídas".

Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.

Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade até ao próximo domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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