Ativação de uma média diária de 210 patrulhas móveis e uma parceria com as Forças Armadas para integração de 20 patrulhas adicionais. Isto, face às previsões de calor intenso para os próximos dias.
A GNR reforçou os meios para prevenção e deteção precoce de incêndios rurais face às previsões de calor intenso para os próximos dias, incluindo 210 patrulhas móveis diárias e 20 patrulhas adicionais asseguradas pelas Forças Armadas, foi este sábado anunciado.
"Sob a coordenação da GNR, através da Diretiva Integrada de Vigilância e Deteção de Incêndios Rurais (DIVDIR), todas as entidades com participação ativa no Sistema de Gestão Integrada de Fogos Rurais (SGIFR) estarão alerta, designadamente a própria Guarda, que irá incrementar o patrulhamento de visibilidade nas zonas florestais e agrícolas, de forma diretamente proporcional ao nível de risco verificado", refere a GRNR em comunicado.
Assim, vão estar mobilizadas as várias valências operacionais da Guarda, incluindo a vertente Territorial, de Proteção da Natureza e do Ambiente (SEPNA), Trânsito e Investigação Criminal, com a atenção focada nas zonas "com maiores índices de risco, histórico de ignições ou causas dolosas".
O "expressivo reforço de meios humanos e tecnológicos" inclui um patrulhamento terrestre alargado, com ativação de uma média diária de 210 patrulhas móveis e uma parceria com as Forças Armadas para integração de 20 patrulhas adicionais, 10 das quais dedicadas especificamente à zona afetada pela tempestade Kristin e as restantes distribuídas pelos distritos de Castelo Branco, Coimbra, Faro, Guarda, Santarém, Vila Real e Viseu.
Será ainda assegurada videovigilância remota, através da monitorização contínua de cerca de sete milhões de hectares através de uma rede fixa composta por 147 torres de Acompanhamento Remoto de Videovigilância Florestal, e empenhada a Rede Nacional de Postos de Vigia (RNPV), com 80 postos de vigilância ativos no terreno, operados por 320 vigilantes.
O reforço do dispositivo prevê também a atuação de 23 Equipas de Manutenção e Exploração de Informação Florestal (EMEIF), com um empenhamento de 140 militares altamente especializados na gestão de informação florestal, e o recurso a drones da Unidade de Emergência de Proteção e Socorro (UEPS), apoiados por um drone de asa fixa da Força Aérea, cuja atividade em articulação com a GNR arrancou na sexta-feira.
As ações de vigilância irão priorizar os concelhos afetados pela tempestade Kristin e as zonas com maior probabilidade de ocorrência de incêndios rurais, com particular atenção a comportamentos ilícitos associados ao início de incêndios, como queimas, queimadas, uso indevido de maquinaria e outras atividades de risco.
Desde o início do ano, a GNR diz ter realizado 22.954 patrulhas no âmbito do seu dispositivo de vigilância e deteção de incêndios rurais, às quais acrescem 4.151 patrulhas efetuadas pelas restantes entidades do SGIFR, num total de 27.105 ações de vigilância e deteção.
Estas ações permitiram identificar 718 suspeitos e deter 120 pessoas pelo crime de incêndio florestal e registar 3.588 incêndios rurais.
Relativamente às causas apuradas nos incêndios investigados pela GNR, mais de metade (59,7%) resultaram do uso negligente do fogo, nomeadamente queimas e queimadas, 15,0% tiveram causas indeterminadas, 11,6% decorreram do uso intencional do fogo, 7,8% foram de origem acidental (associada sobretudo a transportes e comunicações, 5,3% resultaram de reacendimentos e apenas 0,5% tiveram origem natural.
Salientando a importância da responsabilidade dos cidadãos na prevenção dos fogos, a GNR lembra que, nos dias em que o risco de incêndio se fixe nos níveis 'muito elevado' ou 'máximo', é estritamente proibido fumar, fazer lume ou fogueiras nos espaços florestais e agrícolas, assim como realizar queimas ou queimadas de sobrantes, lançar foguetes e balões de mecha acesa, fumigar ou desinfestar apiários (exceto se os fumigadores possuírem dispositivos de retenção de faúlhas) ou circular com tratores, máquinas e veículos de transporte pesados que não possuam extintor, sistema de retenção de faúlhas ou faíscas e tapa-chamas nos tubos de escape.
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