Em 2025 havia mais de 5.000 'startups' ativas.
O secretário de Estado da Economia, João Rui Ferreira, considerou esta quarta-feira no Parlamento que houve uma "evolução do estado de maturidade" das 'startups', apontando que há mais apetência para investimento.
"É evidente que estamos a viver neste mundo das 'startups' uma evolução do estado de maturidade. Se olharmos para os números, para o que seriam há uma década as características de investimento, de facto havia aí uma grande apetência por aquilo que eram tipicamente chamados os 'angels' ou os 'business angels'", com financiamentos de 10, 20, 50 ou 100 mil euros, disse o governante na comissão parlamentar de Economia e Coesão Territorial.
"Agora, sendo que o ecossistema se mantém, se forem os mesmos investidores, hoje estão num nível de maturidade que lhes dá uma capacidade e uma tendência para investirem em fases mais avançadas dos negócios [...], o que mostra também algum crescimento de maturidade do setor", acrescentou.
Para o secretário de Estado, este cenário mostra que há "uma enorme oportunidade" para que uma sociedade sem grande apetência pelo risco tenha estímulos e capacidade para fazer esse investimento.
Nesse sentido, João Rui Ferreira apontou que deve haver um maior conhecimento dos instrumentos e de 'startups', bem como uma redução da burocracia.
"Muitas vezes, o maior custo de contexto não é financeiro, o custo de contexto que temos é mesmo o tempo e, portanto, estamos a criar essas condições de simplificação", sublinhou, remetendo para a importância do papel da Startup Portugal nesse campo.
O governante disse ainda que os problemas de gestão e acesso ao capital de risco não é um tema exclusivo de Portugal, sendo verificado por todo o continente europeu.
"Não é um tema exclusivo português. Na Europa, o acesso a capital é muito diferente daquilo que acontece nos Estados Unidos, e algumas 'startups', de uma forma mais genérica, numa fase mais avançada da sua vida, têm escolhido os Estados Unidos para alavancar a sua atuação", afirmou o secretário de Estado.
Ainda assim, destacou que a mudança da sede fiscal para o estrangeiro não implica o abandono do país e que "muitas destas empresas continuam a ter" operações em Portugal.
João Rui Ferreira acrescentou que o funcionamento em Portugal e na Europa também é diferente uma vez que as políticas públicas têm de procurar previsibilidade e competitividade e devem evitar benefícios que não tragam reformas estruturais.
O secretário de Estado defendeu que Portugal tem uma vantagem competitiva a nível de 'startups' e registou que em 2025 havia mais de 5.000 'startups' ativas.
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