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Correio da Manhã

Sociedade
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Governo aprova financiamento de 10 milhões para medicamento para atrofia muscular espinal

Orçamento anual para fármaco pode tratar "doentes dos tipos I, II e III".
Lusa 23 de Dezembro de 2018 às 13:50
Marta Temido
Maria Temido, nova ministra da Saúde
Marta Temido
Marta Temido
Marta Temido, ministra da saúde
Marta Temido
Maria Temido, nova ministra da Saúde
Marta Temido
Marta Temido
Marta Temido, ministra da saúde
Marta Temido
Maria Temido, nova ministra da Saúde
Marta Temido
Marta Temido
Marta Temido, ministra da saúde
O Governo aprovou um financiamento de 10 milhões de euros por ano para o "primeiro medicamento" destinado a tratar "várias dezenas de doentes" com atrofia muscular espinhal, anunciou este domingo o Ministério da Saúde.

"O Ministério da Saúde autorizou o financiamento do primeiro medicamento para a atrofia muscular espinhal 5 q, uma doença neuromuscular rara que causa atrofia e fraqueza muscular", pode ler-se no comunicado do ministério.

A mesma fonte esclareceu que em causa está "o medicamento Spinraza", que vai poder ser utilizado pelos "doentes dos tipos I, II e III" que padecem desta doença neuromuscular rara.

O ministério orçou o investimento em "cerca de 10 milhões de euros por ano" e quantificou genericamente que está prevista a "inclusão de várias dezenas de doentes no tratamento".

"A aprovação deste medicamento antecipa e alarga a proposta aprovada no parlamento em sede de Orçamento do Estado, que determina o tratamento de todos os doentes de tipo I e II nos hospitais do Serviço Nacional de Saúde", realçou o ministério.

A tutela da Saúde considerou ainda que, com este investimento, está a dar "um sinal claro" do seu "empenho em garantir o acesso aos medicamentos de que os cidadãos necessitam" e que está "na primeira linha do investimento em inovação".

A mesma fonte referiu que a avaliação feita ao fármaco pela Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed) detetou "benefícios adicionais face aos anteriores tratamentos", que apenas se destinavam aos sintomas da doença, como a atrofia ou a fraqueza muscular.

O ministério sublinhou que a Associação Portuguesa de Neuromusculares (APN) foi envolvida" neste processo e que os doentes que integrara a fase de avaliação foram "tratados através de autorizações de utilização especial (AUE), parte das quais no âmbito de um Programa de Acesso Precoce (PAP)", num processo "sem custos para o Estado".

"A equidade no acesso a este tratamento fica garantida, bem como a monitorização contínua da sua efetividade pelo Infarmed, à semelhança do que aconteceu com a hepatite C e através de financiamento centralizado", considerou o organismo governamental.
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