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Correio da Manhã

Sociedade
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Greve de profesores no Centro com adesão "na ordem dos 75%"

Segundo dados da Fenprof.
Lusa 15 de Março de 2018 às 18:12
Manifestação de professores
Mário Nogueira conversa com docentes durante greve
Mário Nogueira, da Fenprof
Mário Nogueira, da Fenprof
Mário Nogueira, da Fenprof
Manifestação de professores
Mário Nogueira conversa com docentes durante greve
Mário Nogueira, da Fenprof
Mário Nogueira, da Fenprof
Mário Nogueira, da Fenprof
Manifestação de professores
Mário Nogueira conversa com docentes durante greve
Mário Nogueira, da Fenprof
Mário Nogueira, da Fenprof
Mário Nogueira, da Fenprof
O terceiro de quatro dias de greve dos professores, que foi hoje cumprido na região Centro, registou uma adesão "na ordem dos 75%", anunciou o secretário-geral da Federação Nacional de Professores (Fenprof), Mário Nogueira.

"A greve teve um acréscimo em relação aos dias anteriores, o que é normal, porque houve dois dias para esclarecimento, que permitiram desmontar um pouco o discurso que até nalgumas escolas surgiu de que teria sido suspensa porque na segunda-feira teria havido algum consenso (nas negociações), o que não é verdade", afirmou Mário Nogueira aos jornalistas em Viseu.

Segundo o sindicalista, a adesão a esta greve -- que tem como principal motivação a falta de consenso sobre a contagem de todo o tempo de serviço - "no primeiro dia terá ficado na ordem dos 60%, ontem (quarta-feira) subiu para 70% e hoje para 75%".

Para este aumento terá também contribuído "a intervenção do ministro da Educação a propósito desta negociação que é, no mínimo, desastrosa", adiantou.

"O ministro da Educação estava desaparecido e ontem (quarta-feira) decidiu fazer prova de vida, da pior forma", considerou Mário Nogueira, lamentando que o governante tenha dito que "a recuperação do tempo de serviço dos professores não poderia fazer-se porque isso iria por em causa o descongelamento das carreiras dos outros trabalhadores da administração pública".

"Nós conhecemos o truque, porque foi usado há muitos anos pela Dra. Lurdes Rodrigues (antiga ministra da Educação), que era meter todos contra os professores, isolar o setor, e depois tentar que a opinião pública fizesse o resto do trabalho. Isto não é justo e nem sequer é verdadeiro", frisou.

O ministro da Educação disse na quarta-feira que a proposta final apresentada na segunda-feira aos sindicatos dos professores é a única "passível de execução" e que permite agir com "equidade", mas lembrou "total abertura negocial".

"Não podemos por em risco o descongelamento de todos os funcionários públicos", declarou o ministro no segundo dia de greves regionais dos professores, sublinhando que a questão tem a ver com a progressão da carreira e que 45 mil docentes já vão ver as suas carreiras "com progressão no ano de 2018".

Mário Nogueira defendeu que "nem o descongelamento de carreiras dos outros trabalhadores tem que depender da não recuperação do tempo de serviço dos professores, nem o contrário deve acontecer".

"Esta é uma conversa que nós percebemos onde pretende chegar, mas que é absolutamente inaceitável", frisou, lembrando as grandes manifestações de professores ocorridas no tempo de Maria de Lurdes Rodrigues e que podem voltar já no início do terceiro período do ano letivo.

O secretário-geral da Fenprof explicou que, o que o Governo quer é que, "de nove anos e quatro meses da vida profissional dos docentes, de trabalho empenhado nas escolas, 70% vá para o lixo".

"Estamos disponíveis para negociar os prazos, negociar a forma, o ritmo da recuperação, as prioridades, até para que efeito a recuperação deve ser. Estamos disponíveis para negociar tudo, menos um dia de trabalho que seja que as pessoas cumpram", avisou.

Mário Nogueira sublinhou que "o tempo de serviço é uma coisa que não se negoceia, o tempo de serviço conta-se, ponto final", podendo esta contagem ser feita "mais rapidamente, mais lentamente, mais faseadamente", e disso é que deve constar a negociação.

A greve foi convocada pelas dez estruturas sindicais de professores que assinaram a declaração de compromisso com o Governo, entre as quais as duas federações - Federação Nacional de Educação (FNE) e Federação Nacional dos Professores (Fenprof) - e oito organizações mais pequenas.

A paralisação termina sexta-feira na região norte (Porto, Braga, Viana do Castelo, Vila Real e Bragança) e na região autónoma dos Açores.
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