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Há hospitais que estão a ser administrados por presidentes com mandato caducado

Destes casos, fazem parte o Hospital de São João, no Porto, e a ULS do Médio Tejo.

19 de agosto de 2026 às 11:15

Há Unidades Locais de Saúde (ULS), que integram hospitais e centros de saúde, que estão a ser administradas por presidentes que, atualmente, têm o mandato caducado. O alerta para esta situação foi dado pelo presidente da Associação Portuguesa de Administradores Hospitalares (APAH), Xavier Barreto, que afirma que esta situação, que em alguns casos já se arrasta há mais de um ano e meio, tem repercussões nas tomadas de decisão de médio e longo prazo.

"Um conselho de administração que não sabe se amanhã ainda vai estar em funções não vai tomar decisões de médio ou longo prazo. As direções têm que ser alinhadas num tempo adequado, normalmente do mandato de três anos, e têm que ter um plano estratégico de mudança, de desenvolvimento da sua ULS para implementar durante esse período. Se não sabem se vão ficar, é normal que fiquem receosos em avançar com medidas estruturantes", refere Xavier Barreto ao Jornal de Notícias.

Em abril do presente ano, oito das dez ULS cujas administrações cessaram funções no final de 2025, ainda estavam à espera de uma nova nomeação. Destes casos, fazem parte o Hospital de São João, no Porto, e a ULS do Médio Tejo que segundo o Jornal de Notícias, continua a ser liderada por Casimiro Ramos, cujo mandato terminou em dezembro do ano passado.

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