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Heliporto do Hospital de Santa Maria ultrapassou as 200 aterragens em dez meses

Heliporto tornou-se o "ponto estratégico" do transporte aéreo de emergência na região de Lisboa e o mais utilizado entre as unidades hospitalares do país.

16 de janeiro de 2026 às 11:29

O Heliporto do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, registou mais de 200 aterragens desde que retomou a atividade há 10 meses, dando resposta a pedidos de todo o país, anunciou esta sexta-feira a instituição.

"A análise aos registos de 2025 revela que o Heliporto de Santa Maria funciona como uma peça-chave na resposta pré-hospitalar, não apenas para toda a região sul, mas também como plataforma logística em operações para o resto do país", salienta a Unidade Local de Saúde Santa Maria em comunicado.

Desde que retomou a atividade em meados de março de 2025, o heliporto registou 208 aterragens, tornando-se o "ponto estratégico" do transporte aéreo de emergência na região de Lisboa e o mais utilizado entre as unidades hospitalares do país, sublinha.

Segundo a instituição, o tipo de transporte efetuado divide-se em três pilares fundamentais: transporte urgente de doentes; transporte de órgãos e equipas médicas; e apoio à rede hospitalar de Lisboa, com encaminhamentos com destinos a outros hospitais da capital. O primeiro pilar assenta no encaminhamento direto de doentes urgentes para as unidades de cuidados intensivos e urgências, incluindo casos de pediatria e doentes queimados.

Missões críticas de recolha e entrega de órgãos (como coração e pulmão) e transporte de equipas especializadas de colheita de hospitais como o São João (Porto) ou o Hospital Pediátrico de Coimbra são outros pilares deste transporte.

"É com grande felicidade que olhamos para o sucesso da atividade do Heliporto do Hospital de Santa Maria, porque também aqui a ULS Santa Maria está a cumprir mais uma missão de enorme importância para o Serviço Nacional de Saúde", afirma o presidente da instituição, Carlos Martins, citado no comunicado.

Segundo Carlos Martins, esta missão é concretizada "na resposta ao doente crítico com destino a Santa Maria, mas também para lá dos muros" do hospital, enquanto interface com outras unidades e áreas do SNS. O Heliporto do Hospital de Santa Maria, que estava interdito desde 2020, devido a alterações no processo de certificação de segurança, foi alvo de um investimento superior a meio milhão de euros para garantir a sua recertificação pela Autoridade Nacional de Aviação Civil (ANAC).

As melhorias incluíram a instalação de novos sistemas de iluminação, renovação do pavimento e a criação de corredores exclusivos para veículos de emergência, otimizando o tempo de resposta entre a aterragem e a prestação de cuidados médicos. "Com uma operação que funciona 24 horas por dia, o Heliporto do Hospital de Santa Maria recebeu no dia 17 de março de 2025 o primeiro transporte de um doente depois da sua reabertura e desde aí posicionou-se como uma peça vital na sobrevivência de doentes críticos, garantindo uma assistência diferenciada e imediata", salienta a ULS Santa Maria. 

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