Primeiras cirurgias robóticas no Hospital Garcia de Orta começaram em fevereiro.
O Hospital Garcia de Orta (HGO), da Unidade Local de Saúde de Almada-Seixal (ULSAS), realizou 100 cirurgias robóticas em 2025, o primeiro ano da tecnologia naquela unidade.
As primeiras cirurgias robóticas no HGO começaram em fevereiro, sendo o único hospital na península de Setúbal com esta tecnologia.
Na zona sul do país, apenas o Algarve tem esta tecnologia, em Faro e Portimão.
As 100 cirurgias foram efetuadas no âmbito do Programa de Cirurgia Robótica da ULSAS, que se distingue de outros já implementados no país por abranger, desde o início, várias especialidades como a Urologia, a Cirurgia Geral, a Ginecologia e a Otorrinolaringologia.
"Atingirmos a realização de 100 cirurgias robóticas representa um marco revolucionário, já que este novo sistema permite-nos prestar cuidados de última geração, mais seguros, com menores riscos de complicações e melhores resultados", afirma em comunicado Miguel Carvalho, Coordenador da Comissão de Cirurgia Robótica da ULSAS.
Segundo a ULSAS, do ponto de vista do utente, comparativamente com as técnicas tradicionais, a cirurgia robótica permite maior precisão no ato cirúrgico, menor sangramento, menor risco de infeção, redução da dor pós-operatória, redução do tempo de internamento hospitalar, menor necessidade de transfusões, entre outras vantagens.
O sistema robótico da Vinci Xi, fruto de investimento de 1,9 milhões de euros, financiado pela União Europeia - NextGenerationEU, ao abrigo do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), foi instalado no Hospital Garcia de Orta em outubro de 2024, sendo uma das mais recentes evoluções da cirurgia robótica minimamente invasiva.
Os movimentos do cirurgião são transmitidos aos instrumentos cirúrgicos de forma intuitiva, rigorosa e precisa.
"A utilização deste novo sistema de cirurgia robótica permite a estandardização de procedimentos, a realização de uma cirurgia de excelência e a redução de uma curva de aprendizagem em relação à laparoscopia tradicional", explica a ULSAS.
Em fevereiro de 2025, Miguel Carvalho explicou à agência Lusa que o programa é ambicioso, não existindo muitos hospitais em Portugal que o tenham desenhado da forma como o foi em Almada, porque começam geralmente com a urologia e com a cirurgia geral e depois vão avançando para as outras especialidades.
Questionado sobre as vantagens deste tipo de cirurgia, Miguel Carvalho explicou que o robot permite uma cirurgia de grande precisão, minimizando o trauma nos tecidos, o que leva a menor dor no pós-operatório e ainda à diminuição do tempo de internamento.
Além disso, acrescentou, no caso de cirurgias à próstata, por exemplo, o uso desta tecnologia tem menor taxa de incontinência e menor taxa de impotência.
"O robot não é melhor a tratar o cancro da próstata, mas destaca-se na minimização das consequências funcionais", frisou.
A Unidade Local de Saúde de Almada-Seixal (ULSAS) integra o Hospital Garcia de Orta e o Agrupamento de Centros de Saúde de Almada-Seixal, no distrito de Setúbal, dando resposta a 350 mil habitantes.
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