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Hospital de Beja envia grávidas para Évora

Falta de médico obrigou a fechar a Ginecologia/Obstetrícia do Serviço de Urgência.

10 de junho de 2019 às 09:13

As grávidas que este domingo se dirigiram ao Serviço de Urgência do Hospital José Joaquim Fernandes, em Beja, foram informadas que tinham de se dirigir para o Hospital de Espírito Santo, em Évora, a cerca de 80 km de distância.

A falta de médico obrigou ao fecho da Ginecologia/Obsterícia até às 08h00 de hoje.

Outras alternativas indicadas eram as unidades de Setúbal, Faro e Portimão mas, nesta última, a Maternidade está fechada até amanhã.

Também no Amadora Sintra e no Garcia de Orta, em Almada, foi necessário fechar as maternidades nos últimos dias.

Em Beja, o problema prendeu-se com a impossibilidade de nomear um segundo obstetra/ginecoligista para o Serviço de Urgência, explicou o Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS), com base numa informação enviada pela administração da Unidade Local de Saúde do Baixo Alentejo.

Além de recusarem a inscrição de qualquer mulher grávida, os serviços também não faziam qualquer triagem para determinar o estado da gravidez, explicou o CDOS de Beja.

Nas situações em que não fosse possível a viagem até Évora, as grávidas seriam assistidas pela equipa do Serviço de Urgência do hospital de Beja.

Maternidade fechada por falta de pediatras

No hospital de Portimão, a Maternidade foi fechada na sexta-feira e apenas reabre amanhã, por falta de pediatras.

Neste período de quatro dias, as grávidas de risco e crianças que precisem de tratamento da especialidade são enviadas para Faro, igualmente a 80 km de distância. 

Outras unidades também afetadas pelo problema

Na noite de sexta para sábado, a Maternidade do Hospital Garcia de Orta, em Almada, esteve fechada por falta de camas.

Já no Hospital Amadora Sinta, foi a falta de médicos anestesistas que obrigou ao fecho da Maternidade durante duas noites, no fim de semana de 1 e 2 de junho.

PORMENORES 

Quarta vez este ano

Esta é a quarta vez que a situação se verifica no Hospital José Joaquim Fernandes, este ano. O mesmo aconteceu a 5 e 6 de janeiro, 2 de março e 12 de abril.

Carências de clínicos

Para Portimão, o centro hospitalar do Algarve contactou "mais de 50 clínicos", entre privados e hospitais do SNS, para suprir as faltas, sem sucesso.

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