page view
Imagem promocional da micronovela
MICRONOVELA

Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Investigação diz que "não há evidências" de voo autorizado de aeronave que caiu em Montargil

Aeronave "terá sido recentemente adquirida" e o piloto e proprietário tinha "experiência limitada" na mesma.

13 de novembro de 2023 às 17:19

O organismo que investiga acidentes com aeronaves disse esta segunda-feira que "não há evidências" de que estivesse autorizada a voar a aeronave que caiu junto à barragem de Montargil, em Ponte de Sor (Portalegre), na sexta-feira.

"Não há evidências de que a aeronave estivesse autorizada a voar, de acordo com os regulamentos nacionais em vigor", pode ler-se numa nota informativa do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF).

Segundo a nota, esta segunda-feira publicada e consultada pela agência Lusa, a aeronave "terá sido recentemente adquirida" e o piloto e proprietário tinha "experiência limitada" na mesma.

O GPIAAF indicou também que o espaço aéreo na zona da pista privada do Monte do Lago, junto da albufeira e onde o aparelho aterrou, "estava condicionado, não sendo permitido" o sobrevoo sem coordenação prévia.

"A tripulação não submeteu plano de voo e não manteve comunicações bilaterais com os serviços de informação de voo em rota ou com o serviço de informação de voo (AFIS) do aeródromo de Ponte de Sor, requisito obrigatório de comunicações e transponder, atendendo ao desenho do espaço aéreo (TRMZ)", pode ler-se.

Na sequência deste acidente aéreo junto à barragem de Montargil, envolvendo uma aeronave BRM Citius Sport, os dois ocupantes, de 32 e 39 anos, sofreram ferimentos graves.

Ao descrever a ocorrência, o GPIAAF explicou que a aeronave tinha descolado do aeródromo de Alqueidão, no concelho de Azambuja (Lisboa), pelas 9h40, para um voo de posicionamento da aeronave para a Bélgica, com um piloto e um passageiro a bordo.

"A viagem terá sido planeada com várias etapas, tendo o piloto optado por realizar a primeira paragem no aeródromo privado do Monte do Lago", onde aterrou "pelas 10h05, sem autorização prévia do proprietário do aeródromo", indicou.

Após indicação do proprietário para "abandonarem" o aeródromo, o piloto e passageiro "iniciaram os preparativos" para a descolagem, abastecendo a aeronave com "combustível adicional transportado na cabine" da aeronave e, "pelas 10h50", o aparelho foi alinhado na "pista 32".

Segundo uma testemunha citada pela GPIAAF, a descolagem "foi lenta e a aeronave teve dificuldades em manter as asas niveladas".

"Segundo declarações de uma outra testemunha, a aeronave precipitou-se logo após ter ganho alguma altitude acima da copa das árvores, iniciando um movimento de descida e colidindo com o solo", referiu ainda o mesmo organismo.

O GPIAAF, que abriu um processo de investigação de segurança às causas do acidente, frisou que vai "debruçar-se" sobre os procedimentos de carregamento e centragem da aeronave, o treino do piloto na aeronave acidentada e os procedimentos de planeamento operacional do voo.

O funcionamento da aeronave no pré-evento, incluindo a análise ao motor e seus sistemas, as limitações operacionais da aeronave, e o enquadramento regulamentar da operação da aeronave serão as ouras matérias em investigação.

"A investigação de segurança a cargo do GPIAAF visa unicamente identificar os fatores causais e contributivos envolvidos nos acidentes ou incidentes, com vista à eventual emissão de recomendações para prevenção e melhoria da segurança da aviação civil", explicou.

Após conclusão da investigação e do procedimento de audiência prévia às partes relevantes, o GPIAAF publicará o relatório final.

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

o que achou desta notícia?

concordam consigo

Logo CM

Newsletter - Boa Tarde

As suas notícias acompanhadas ao detalhe.

Mais Lidas

Ouça a Correio da Manhã Rádio nas frequências - Lisboa 90.4 // Porto 94.8