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Jerónimo Martins fecha lojas de chocolate Hussel até 30 de abril

Empresa diz que garante a "estabilidade de emprego" aos trabalhadores da Hussel numa das companhias do grupo.

06 de janeiro de 2026 às 11:48

A Jerónimo Martins vai encerrar as 18 lojas Hussel em Portugal, cadeia especializada na comercialização de chocolates, até 30 de abril de 2026, "após aturados esforços para viabilizar a empresa", informou esta terça-feira o grupo.

Em comunicado, o grupo dono do Pingo Doce explica que, "após profunda análise e aturados esforços para viabilizar a empresa, que acabaram por não ser bem-sucedidos, tomou a difícil decisão de descontinuar a operação da Hussel".

Para justificar a decisão de encerramento da operação da Hussel aponta a insolvência do parceiro alemão, o aumento do preço das rendas e a subida do preço do cacau, referindo que "o impacto duradouro levou ao entendimento de estar-se perante uma situação de insustentabilidade da empresa sem que existam fundadas perspetivas de reversibilidade".

A insolvência, em 2024, do parceiro alemão Hussel GmbH "acabou por colocar fim à colaboração que sustentava a operação em Portugal, gerando problemas de abastecimento e de perda de escala", elenca.

Além disso, a forte subida dos custos, nomeadamente relacionados com as rendas, revelaram-se insanáveis, a que se somou a forte e continuada pressão sobre o preço do cacau, em combinação com a queda da produção, e a tendência regulatória crescente.

À Lusa, o grupo explicou que Hussel conta com cerca de 60 trabalhadores, na sua maioria com vínculo efetivo, dizendo garantir a "estabilidade de emprego" destes funcionários numa das companhias do grupo.

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