Reitor da Universidade de Coimbra diz que quem "mais sofre" são as gerações mais jovens.
O reitor da Universidade de Coimbra, João Gabriel Silva, afirmou esta quinta-feira em Coimbra que o país não percebeu "que não há liberdade com dívidas", considerando que quem "mais sofre" são as gerações mais novas.
"Nós, como país, não percebemos que não há liberdade com dívidas", disse o reitor da Universidade de Coimbra (UC), que falava no auditório da Faculdade de Direito, aquando da tomada de posse do novo presidente da Associação Académica de Coimbra, que terminou por volta das 21h00.
Segundo o reitor, "não há liberdade" quando se está "continuamente dependente de outros", considerando que quem mais sofre com esta situação são as gerações mais novas.
Para João Gabriel Silva, a população tem de pedir que, "qualquer que seja o governo", "não gaste o dinheiro que não tem".
Regressão dos cortes salariais
Durante o seu discurso, o reitor da UC apontou para a questão de a instituição estar a trabalhar "mais uma vez" com um orçamento que "não é real", considerando que "as restrições não terminaram propriamente".
Com a aprovação "da regressão dos cortes orçamentais", a universidade continua com um orçamento "como se os cortes orçamentais se mantivessem", vincou.
João Gabriel Silva espera agora que chegue o "reforço que corresponde ao levantamento dos cortes salariais", que estima ser de cinco milhões de euros para 2016, referiu, quando questionado pela agência Lusa.
Processo de Bolonha
O novo presidente da Associação Académica de Coimbra (AAC), José Dias, abordou no seu discurso de tomada de posse vários pontos pelos quais pretende lutar, nomeadamente a análise do Processo de Bolonha e a necessidade de se tomarem medidas "para corrigir os problemas criados".
O dirigente estudantil defendeu também uma alteração à própria rede do ensino superior, em que se promova a cooperação e não uma "competição brutal" entre instituições", uma renovação da fórmula de financiamento e o reforço da ação social direta.
José Dias afirmou ainda que há a possibilidade de "debater o futuro da AAC no seio do movimento associativo nacional", depois de esta associação ter abandonado o movimento em março de 2015, quando recusou um almoço entre Passos Coelho e vários dirigentes associativos do país.
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