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Leiria com quase 37 mil participações a seguradoras por danos em casas e empresas

Marinha Grande e Pombal registam, cada um dos concelhos, cerca de 11 mil participações.

06 de abril de 2026 às 18:45

O concelho de Leiria regista quase 37 mil participações a seguradoras relativos a danos em casas e empresas na sequência do mau tempo, anunciou esta segunda-feira o presidente da Câmara, Gonçalo Lopes.

"O concelho de Leiria, em número de participações, quer no ramo habitação, quer de empresas, [tem] 36.843", afirmou Gonçalo Lopes, na reunião do executivo municipal, esta segunda-feira descentralizada em Bidoeira de Cima.

Gonçalo Lopes adiantou que os pagamentos já efetuados somam "92,9 milhões de euros".

"Segundo as companhias de seguro, o custo total, uns já pagos e outros provisionados, anda na ordem dos 307 milhões de euros", adiantou, reiterando que deste valor só pagaram "92,9 milhões de euros" no concelho de Leiria.

O autarca reconheceu que, nesta matéria, há um trabalho ainda muito grande a fazer.

No que diz respeito ao 'ranking' nacional de participações de sinistros às seguradoras devido ao mau tempo, "Leiria está em primeiro" em número de participações e em valor, adiantou o presidente do município.

Marinha Grande e Pombal registam, cada um dos concelhos, cerca de 11 mil participações.

Gonçalo Lopes acrescentou, em resposta ao vereador do Chega, Luís Paulo Fernandes, que o município até agora recebeu 6,5 milhões de euros de seguradoras, mas as contas não estão terminadas.

"A Câmara não fechou ainda as contas, eventualmente vamos ter de ter peritagens contratadas por nós para ter uma visão mais correta dos estragos", declarou, referindo que aquele montante diz respeito a adiantamento.

Antes, esclareceu que do Governo o município não recebeu nada.

"Dinheiro recebido [foi] zero", assegurou.

Pelo menos 19 pessoas morreram em Portugal, seis das quais no concelho de Leiria, desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que fizeram também várias centenas de feridos, desalojados e deslocados. Mais de metade das mortes foram registadas em trabalhos de recuperação.

Os temporais, que atingiram o território continental durante cerca de três semanas, provocaram a destruição total ou parcial de milhares de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias, com prejuízos de milhares de milhões de euros.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo foram as mais afetadas.

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