Programação "espelha bem, não só o trabalho que está a ser feito, como também a apetência para a viagem que os mercados de origem manifestam", revelou Eduardo Jesus.
O Governo da Madeira prevê a realização de 44 ligações aéreas, provenientes de 12 países, até ao verão, afirmou esta terça-feira o secretário regional do Turismo e Cultura.
"Temos vindo a registar cada vez mais rotas a concretizarem-se para a Madeira", declarou o secretário do Turismo e Cultura da Madeira à margem da cerimónia de doação de obras de arte à Região Autónoma da Madeira, da artista plástica Rafaela Luís, na Galeria Marca de Água.
Eduardo Jesus adiantou que a região tem "previstas, até ao verão, 44 ligações diferentes", argumentando que esta programação "espelha bem, não só o trabalho que está a ser feito, como também a apetência para a viagem que os mercados de origem manifestam assim que haja um levantamento de restrições".
O governante madeirense indicou que estas ligações são provenientes de "12 países, com rotas já estabelecidas, programadas para acontecer a partir deste momento".
O responsável salientou que "algumas dessas rotas são a consolidação de ações que estão a ser desenvolvidas há muito tempo", dando o exemplo da ligação oriunda de Bucareste, efetuada pela companhia romena TAROM, que era "pontual e passa a ser continuada, a partir do outono".
"São este tipo de apostas que queremos complementar com as outras ligações que são quase que naturais, porque são os países tradicionais com os quais a região trabalha, que são os verdadeiros emissores de fluxo turístico para a Madeira, nomeadamente, a Inglaterra e Alemanha, onde estamos também a trabalhar para crescer", destacou.
Eduardo Jesus anunciou que a região conseguiu "consolidar mais uma rota" com um operador inglês, que vai passar a voar desde Bristol, tendo "já um conjunto de nove bases para a Madeira, com a Jet2".
Sobre a situação do mercado alemão, o secretário madeirense enfatizou que está a ser feito um trabalho junto de várias companhias, sendo objetivo "procurar, acima de tudo, pontos de ligação à Madeira que possam, acima de tudo, abranger áreas populacionais com significado, com expressão e complementem as rotas que são das cidades grandes e da capital alemã".
No caso deste mercado, o responsável perspetivou que "haja espaço para as viagens se realizarem por via do levantamento das restrições, considerando que "as coisas estão a acontecer".
"Mas não queremos ficar por aqui e estamos a trabalhar porque é preciso ter a noção que há mercados que não vão iniciar imediatamente", nomeadamente a América do Norte e toda a América Latina, afirmou.
Eduardo Jesus realçou que os países destes continente, entre os quais o Brasil e o Canadá que eram apostas de diversificação do setor turístico da Madeira, "não estão em condições de emitir o fluxo de turismo" desejado.
"Tudo está na dependência da evolução pandémica", vincou o governante insular.
Eduardo Jesus enfatizou que foi a "limitação da diversificação" que a Madeira pretendia fazer em países da América do Norte e Latina que levou a "procurar diversificar na Europa".
"E daí que surjam operações como da Roménia, da Lituânia e outros países que temos estado a querer trabalhar, porque são um pouco mais satélites, mas são emissores de fluxo turístico e é isso que interessa captar", concluiu.
O turismo é o principal setor de atividade da economia da Madeira e foi um dos mais afetados pela pandemia da Covid-19.
Segundo os dados divulgados na segunda-feira pela Direção Regional de Saúde, a Madeira registou mais nove casos de Covid-19, sete dos quais de transmissão local e dois importados, um de França e outro de Lisboa e Vale do Tejo, e 13 recuperados.
Segundo a Autoridade de Saúde, a região tem, desde 16 de março de 2020, um acumulado 9.019 casos confirmados de infeção por SARS-CoV-2, 8.686 doentes recuperados e 71 óbitos associados à doença.
A pandemia de Covid-19 provocou, pelo menos, 3.214.644 mortos no mundo, resultantes de mais de 153,4 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
Em Portugal, morreram 16.981 pessoas dos 837.715 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.
A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
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