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Correio da Manhã

Sociedade
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Meia centena de trabalhadores protestam junto ao congresso dos hoteleiros em Albufeira

Manifestantes contestam a falta de mão de obra que o patronato diz sentir e reivindicando a revisão da contratação coletiva.
Lusa 11 de Novembro de 2021 às 15:14
Meia centena de trabalhadores protestam junto ao congresso dos hoteleiros em Albufeira
Meia centena de trabalhadores protestam junto ao congresso dos hoteleiros em Albufeira
Meia centena de trabalhadores protestam junto ao congresso dos hoteleiros em Albufeira
Meia centena de trabalhadores protestam junto ao congresso dos hoteleiros em Albufeira
Meia centena de trabalhadores protestam junto ao congresso dos hoteleiros em Albufeira
Meia centena de trabalhadores protestam junto ao congresso dos hoteleiros em Albufeira
Meia centena de trabalhadores protestam junto ao congresso dos hoteleiros em Albufeira
Meia centena de trabalhadores protestam junto ao congresso dos hoteleiros em Albufeira
Meia centena de trabalhadores protestam junto ao congresso dos hoteleiros em Albufeira
Meia centena de trabalhadores protestam junto ao congresso dos hoteleiros em Albufeira
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Meia centena de trabalhadores protestam junto ao congresso dos hoteleiros em Albufeira
Meia centena de trabalhadores protestam junto ao congresso dos hoteleiros em Albufeira
Meia centena de trabalhadores protestam junto ao congresso dos hoteleiros em Albufeira
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Meia centena de trabalhadores protestam junto ao congresso dos hoteleiros em Albufeira
Meia centena de trabalhadores protestam junto ao congresso dos hoteleiros em Albufeira
Cerca de meia centena de trabalhadores protestaram hoje junto ao congresso da associação hoteleira que decorre em Albufeira, contestando a falta de mão de obra que o patronato diz sentir e reivindicando a revisão da contratação coletiva.

Numa altura em que vários responsáveis do setor turístico, e especificamente hoteleiro, apontam a falta de mão de obra com que se deparam no setor como um dos constrangimentos à retoma, o porta-voz da Fesaht afirma que a dificuldade se prende com as condições oferecidas e baixos salários praticados.

"A associação precisa rever o contrato coletivo de trabalho", afirmou Francisco Figueiredo da Fesaht - Federação dos Sindicatos de Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal, aos jornalistas, no protesto junto ao local onde decorre o Congresso da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) e que visa exigir melhores salários e horários para o setor.

"Dados oficiais, e a informação que circula na comunicação social, aponta que 80% dos trabalhadores dos hotéis e demais estabelecimentos de alojamento recebem apenas o salário mínimo nacional e trabalham ao fim de semana, aos feriados. É um trabalho muito penoso para os trabalhadores e, por isso, é natural que muitos trabalhadores que foram empurrados violentamente nesse período da pandemia" não queiram agora voltar a trabalhar no setor, afirmou.

"Os patrões despediram os trabalhadores violentamente logo no início da pandemia e dizem agora que têm falta de trabalhadores. Muitos deles arranjaram outras alternativas de emprego melhor, e eles agora precisam de aliciar os trabalhadores oferecendo condições de trabalho dignas e melhores salários. Isso é que não está a acontecer", explicou Francisco Figueiredo para justificar a falta de mão de obra que o patronato refere.

Já sobre a possibilidade que tem sido apontada pelos hoteleiros de irem buscar trabalhadores ao Brasil e à Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), por exemplo, para colmatar a falta de trabalhadores no setor em Portugal, o sindicalista diz que a solução representa a "ganância do lucro".

"Em lugar de pagarem salários dignos aos trabalhadores, e respeitarem os direitos dos trabalhadores, vão buscar ao estrangeiro que é para poderem manobrar. Portanto, poder continuar a explorá-los e muitos desses estrangeiros que estavam em Portugal também foram embora no início da pandemia, pois muitos até estavam ilegais e clandestinos e o Governo não quis dar nenhum apoio a esses trabalhadores, apesar das propostas da Fesaht e sindicato", referiu Francisco Figueiredo.

Esses trabalhadores "não voltaram aos seus hotéis, não querem voltar aos hotéis, aos restaurantes, aos cafés e às pastelarias porque as condições de trabalho são violentas", referiu, acrescentando que há "instabilidade total nos horários" e falta de previsibilidade para organizar a vida pessoal e familiar.

"O que nós estamos a dizer às associações patronais e a esta em particular [AHP] é que precisamos negociar a revisão do contrato coletivo de trabalho, mantendo os direitos dos trabalhadores e oferecendo salários dignos", reforçou.

Garante o sindicalista que "nenhuma associação até hoje iniciou o processo de negociações do contrato coletivo de trabalho", mas que se isso acontecer e se "respeitarem os direitos, o horário de trabalho, não faltará trabalhadores".

"O que pretendemos é que a Associação dos Hotéis de Portugal que não cumpre o contrato coletivo de trabalho celebrado com a Fesaht em 2008 o cumpra e que o faça cumprir junto dos seus associados, porque muitos patrões não cumprem os dois dias de folga, não pagam feriados a 200%, não pagam as horas extras", realça ainda, acrescentando que "ninguém aguenta com o salário mínimo de 665 ou 670 euros".

O presidente da AHP, Raul Martins, disse na quarta-feira que a realização de um estudo sobre a escassez de mão de obra no setor aponta para a falta de 15 mil trabalhadores nos hotéis.

Na conferência de imprensa que antecedeu o início dos trabalhos do 32.º Congresso Nacional da Hotelaria e Turismo, promovido pela AHP, e que vai decorrer até sexta-feira em Albufeira, Raul Martins explicou que o número tem origem numa estimativa com base nas conclusões preliminares de um estudo que a associação levou a cabo junto dos associados e que irá apresentar após o congresso.

De acordo com a vice-presidente da AHP, Cristina Siza Vieira, responderam ao inquérito - "uma amostra não extrapolada" - 60% dos associados, representativos de 35 mil quartos. Ou seja, 400 hotéis, cujas "necessidades atuais revelaram 7.200 trabalhadores em falta".

Raul Martins acredita que tendo em conta a totalidade das unidades hoteleiras em Portugal - 1.200 - "estima-se, fazendo uma proporção, que faltem 15.000 trabalhadores" aos hotéis a operar no mercado nacional.

Cristina Siza Vieira disse ainda que das respostas recebidas, "cerca de dois terços" referem que a maior necessidade de trabalhadores se prende com as áreas de "receção, mesa e cozinha".

Em 25 de setembro, o presidente da Confederação do Turismo de Portugal (CTP) admitiu, em entrevista à Lusa, que o problema de falta de recursos humanos existe, porque até estava a ser 'sexy' trabalhar no setor, mas com a pandemia "tudo ficou congelado".

Em 18 de outubro, o presidente do Vila Galé afirmou também à Lusa que o grupo continua a debater-se com a falta de recursos humanos na hotelaria, construção e agricultura, estando a prever contratar 300 jovens à procura do primeiro emprego e trazer 150 trabalhadores do Brasil.

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