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Ministério da Saúde está acompanhar "de perto" evolução do surto do hantavírus

Estirpe de hantavírus detetada num dos passageiros do navio de cruzeiro, transferido para um hospital na África do Sul, é a andina, a única transmissível entre humanos.

06 de maio de 2026 às 20:42

O Ministério da Saúde afirmou esta quarta-feira que está a acompanhar de perto a evolução do surto de hantavírus no navio, adiantando que a DGS está articulada com as instituições nacionais, para dar resposta imediata caso seja necessária intervenção.

A agência Lusa teve conhecimento de uma reunião ocorrida esta tarde entre a secretária de Estado da Saúde, Ana Povo, e a diretora-geral da Saúde, Rita Sá Machado.

Contactado pela Lusa, o ministério confirmou a reunião, afirmando que resulta do "compromisso do Ministério da Saúde de monitorizar de perto a evolução do surto de hantavírus".

"Esta reunião serviu para a diretora-geral da Saúde fazer o ponto da situação deste surto que tem sido acompanhado pelas autoridades nacionais e internacionais da saúde", afirma numa resposta escrita.

No que diz respeito a Portugal, a DGS informou a secretária de Estado da Saúde que "está articulada com todas as instituições nacionais, nomeadamente o Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), para dar resposta imediata, caso venha a ser necessária" intervenção. 

Em declarações na terça-feira à agência Lusa, a diretora-geral da Saúde afirmou que o surto "é uma situação circunscrita e por isso mesmo é uma situação que atualmente desempenha um baixo risco para Portugal".

Rita Sá Machado adiantou que a Direção-Geral da Saúde está a acompanhar a situação com a Organização Mundial de Saúde (OMS), no âmbito das suas funções e do Regulamento Sanitário Internacional.

"Não existem medidas preventivas para Portugal. Existem sim medidas que estão a ser equacionadas, neste momento, dentro do navio cruzeiro", declarou. 

 Segundo o último ponto de situação feito pela Organização Mundial da Saúde, há até agora cinco casos suspeitos de infeção com hantavírus e dois confirmados em laboratório entre os ocupantes do navio cruzeiro. Três pessoas que viajavam no "MV Hondius" morreram.

A estirpe de hantavírus detetada num dos passageiros do navio de cruzeiro, transferido para um hospital na África do Sul, é a andina, a única transmissível entre humanos, informou esta quarta-feira o ministro da Saúde sul-africano.

Segundo testemunhas e informação de tráfego marítimo, o navio cruzeiro Hondius deixou esta quarta-feira as imediações do porto da Praia, Cabo Verde, seguindo para Tenerife.

Prevê-se que o navio chegue às ilhas Canárias dentro de três dias e que as pessoas a bordo sejam retiradas e repatriadas ao abrigo do mecanismo europeu de proteção civil, disse esta quarta-feira o Governo de Espanha.

O navio, com 149 pessoas (88 passageiros) de 23 nacionalidades fazia a rota entre Ushuaia, na Argentina, de onde saiu a 20 de março, e as ilhas Canárias, com paragens no Atlântico Sul para turismo de observação da vida selvagem.

Segundo a OMS, os relatos de doença a bordo foram recebidos entre 06 e 28 de abril, sobretudo febre e sintomas gastrointestinais, com rápida progressão para pneumonia, síndrome respiratória aguda e choque. 

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