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Ministra do Ambiente defende modelo de cogestão da bacia do Mondego

De acordo com Maria da Graça Carvalho, essa cogestão deve ter "técnicos muito dedicados a vigiar e a tomar conta do rio"

08 de abril de 2026 às 21:25

A ministra do Ambiente e Energia defendeu esta quarta-feira um modelo de cogestão da bacia do Mondego, com técnicos dedicados a vigiar o rio e que depois transmitam a quem decide o que se lá passa.

No final de uma reunião sobre a bacia hidrográfica do Mondego, que decorreu em Coimbra e fechou o terceiro dia da Presidência Aberta, Maria da Graça Carvalho sublinhou a necessidade de se continuar a ter, tal como ocorreu na crise, uma cogestão da bacia do Mondego em permanência.

"Haver aqui um modelo de cogestão da Bacia do Mondego, principalmente do Baixo Mondego, em que esteja presente a APA [Agência Portuguesa do Ambiente], o Ministério do Ambiente através da APA, as autarquias, a proteção civil, os agricultores e os industriais que também são grandes utilizadores de água", concretizou.

De acordo com Maria da Graça Carvalho, essa cogestão deve ter "técnicos muito dedicados a vigiar e a tomar conta do rio".

"Como no passado tinham os guarda-rios, mas agora técnicos com mais capacidade técnica, que depois transmitam aos engenheiros e a quem tem que decidir o que é que se passa no rio. Haver aqui uma vigilância permanente nos rios", sustentou.

Sobre a reunião com o Presidente da República, a presidente da Câmara Municipal de Coimbra informou que serviu para fazer "um balanço muito positivo" sobre a obra que está a ser feita no dique dos Casais, visitado esta tarde.

"Mostrámos preocupações que temos com a celeridade nos apoios para a agricultura. E hoje tivemos vários esclarecimentos por parte do senhor ministro da Agricultura, sobre quem é que vai retirar as areias dos terrenos agrícolas, que é a Associação de Regantes que será financiada para o efeito", indicou também.

Ainda no âmbito do setor agrícola, Ana Abrunhosa lembrou o problema dos viveiristas, "porque não são considerados agricultura permanente".

"Não têm apoio neste momento. É um problema grave, não têm apoio com fundos comunitários", frisou.

A autarca disse ainda que na reunião, em que participaram também os presidentes das câmaras municipais de Soure e Montemor-o-Velho, bem como a presidente da Comunidade Intermunicipal (CIM) da Região de Coimbra, foi manifestada a preocupação com os danos nos equipamentos e infraestruturas municipais.

"Apesar das CCDR [comissões de coordenação e desenvolvimento regional] já terem, no caso da CCDR do Centro já ter, uma verba significativa de 180 milhões de euros, os autarcas ainda não sabem as regras, ou seja, as linhas com que se vão coser", afirmou.

Segundo a antiga ministra da Coesão Territorial, tem havido diálogo e esperam saber, "muito em breve" que apoio vão ter.

"Se é um apoio a 60%, a 70%, a fundo perdido", concluiu.

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