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Refúgio Proibido Um refúgio. Dois corações. Mil segredos.

Montelavar apoiou graças a voluntárias

A iniciativa de duas mulheres foi o rastilho para a recolha de sangue que ontem teve lugar nos Bombeiros Voluntários de Montelavar (Sintra), à qual aderiram 120 pessoas. Entre estes dadores espera-se que possa ser encontrado alguém compatível, para que Gustavo, filho do jogador Carlos Martins, ou outra pessoa que sofra de aplasia medular ou leucemia, possa beneficiar de um transplante de medula óssea.

04 de dezembro de 2011 às 01:00

Cristina Santos e Ana Paula Mota, que fazem habitualmente trabalho de voluntariado, decidiram mexer-se. "Em 15 dias conseguimos organizar esta recolha. Às vezes, as pessoas ficam à espera que as instituições façam tudo", afirma Cristina, de 44 anos, empregada de balcão.

Tudo começou com um contacto para o CEDACE (Centro Nacional de Dadores de Células de Medula Óssea, Estaminais ou de Sangue do Cordão). "Fizemos uma pré-inscrição e tivemos de arranjar 50 dadores de sangue. Fizemos panfletos e através do passa-palavra e das redes sociais conseguimos encontrar dadores e organizar tudo, com o apoio de cinco juntas de freguesia, dos clubes de futebol da zona e dos bombeiros." O bombeiro Paulo Carvalho destacou o apoio dado por restaurantes, que forneceram almoço às técnicas do CEDACE. Cristina Santos orientou os dadores no preenchimento dos formulários e outros aspectos, enquanto Ana Paula Mota, 43 anos, técnica de análises, tratava da recolha do sangue. "Somos um povo solidário e nestas causas aderimos muito. Para mim é muito compensador poder ajudar", disse. Desde o apelo de Carlos Martins, 15 mil pessoas terão já dado sangue.

"TERMOS UM FILHO FEZ-NOS PENSAR"

Paulo Ferreira e Ana Silva fizeram questão de ajudar e deram ontem sangue em Montelavar. "Também temos um filho pequeno e isso faz-nos pensar. Se fosse com ele também queríamos ser ajudados", conta Ana, vendedora de 35 anos, explicando como soube da recolha que ontem se realizou naquela localidade do concelho de Sintra. "Enviámos um e-mail para o contacto que está na página do Facebook ‘vamosajudarogustavo’ e responderam-nos a informar desta recolha".

Paulo Ferreira, de 32 anos, já era dador de sangue. "Não nos custou nada e espero poder ajudar o filho do Carlos Martins ou outra pessoa que precise", disse este marmorista, de 32 anos.

Quem não pôde contribuir foi Sofia Rodrigues, irmã de Ana: "Sofro de arritmias e infelizmente não posso ser dadora."

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