Uma das principais causas da sinistralidade rodoviária é a velocidade excessiva, "altamente potenciadora de ferimentos e danos graves".
Portugal registou 6.880 vítimas mortais em resultado direto da sinistralidade rodoviária durante a última década, anunciou hoje a Polícia de Segurança Pública (PSP), no âmbito do Dia Mundial em Memória das Vítimas da Estrada, que se assinala no domingo.
Segundo a PSP, uma das principais causas da sinistralidade rodoviária é a velocidade excessiva, "altamente potenciadora de ferimentos e danos graves".
"Resultante dos acidentes rodoviários a nível mundial, anualmente, em média falecem 1,35 milhões de pessoas, cerca de 3.700 pessoas por dia ou uma pessoa a cada 24 segundos, para além de 50 milhões que ficam feridas", indicou a PSP, referindo-se a dados da "Global Road Safety Report_2018 - Summary -- WHO".
De acordo com a Base de Dados da União Europeia sobre Acidentes de Circulação Rodoviária -- CARE, a nível europeu, "faleceram nas estradas europeias 21.700 pessoas, o equivalente a 60 pessoas por dia e 1,09 milhões sofreram ferimentos, dos quais, 179 mil com gravidade".
No âmbito do Dia Mundial em Memória das Vítimas da Estrada, que se assinala no domingo, dedicado à memória das pessoas falecidas ou feridas em desastres de viação em todo o mundo, assim como a prestar homenagem às equipas de emergência, à polícia e aos profissionais médicos que diariamente lidam com as consequências traumáticas da sinistralidade, a PSP revelou que "na última década se registaram, em Portugal, 6.880 vítimas mortais em resultado direto da sinistralidade rodoviária".
Deste total nacional, na área da PSP, em 2018 foram registados 15.642 acidentes com vítimas, contabilizando-se 83 vítimas mortais, 771 feridos graves e 18.274 feridos ligeiros.
Em 2019, os dados reportados pela PSP indicam a ocorrência de 16.341 acidentes com vítimas, o que resultou em 107 vítimas mortais, 788 feridos graves e 19.063 feridos ligeiros.
"Ainda assim, verificamos que, tanto a nível global como nacional, o panorama da sinistralidade rodoviária e das suas consequências tem vindo a melhorar consistentemente", avançou a polícia nacional.
Os dados da evolução da sinistralidade na União Europeia relativamente às vítimas mortais apontam para 55.652 mortos nas estradas no ano 2000, número que tem vindo a descer ao longo dos anos, em 2010 com 31.516 vítimas mortais e com o número mais baixo registado em 2018 com 21.717 mortos.
Quanto à evolução sinistralidade Portugal, os dados da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (ANSR) revelam que em 2010 houve 35.426 acidentes com vítimas, com 937 vítimas mortais, 2.475 feridos graves e 43.890 feridos ligeiros.
Com oscilações aos longos dos últimos anos, sobretudo no número de mortos registados nas estradas portuguesas, em 2019 contabilizaram-se 35.704 acidentes com vítimas, com 626 vítimas mortais, 2.168 feridos graves e 43.183 feridos ligeiros, segundo os dados da ANSR.
Sobre as causas da sinistralidade, em que a velocidade excessiva é apontada com "altamente potenciadora de ferimentos e danos graves", a polícia adiantou que "tendo como referência a velocidade máxima permitida, diminuir a velocidade em 5% traduz-se na redução em 30% da probabilidade de ser interveniente num acidente de viação com consequências graves", de acordo com dados de 2018 da Organização Mundial de Saúde.
Neste sentido, a PSP vai continuar a apostar na "proatividade policial", realizando operações de fiscalização de controlo da velocidade em locais propensos a acidentes de viação, também com base na estatística dos acidentes registados.
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