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Município de Leiria pede doação urgente de telhas

Câmara Municipal sublinha que estas são "indispensáveis para dar resposta às necessidades de reconstrução das habitações afetadas" pelo mau tempo.

10 de fevereiro de 2026 às 19:10

O Município de Leiria apelou esta terça-feira para a doação urgente de telhas, material necessário para a reconstrução de casas afetadas pela depressão Kristin.

Numa nota de imprensa, a Câmara salienta que as telhas são "indispensáveis para dar resposta às necessidades de reconstrução das habitações afetadas pelos danos provocados pela depressão Kristin".

Segundo a autarquia, agora são prioritárias "telhasol 10 e 12, telhões para telhasol, telha Marselha antiga, telha Margon Juncal (esquerda e direita), telha Umbelino Monteiro, telha CS -- modelo F2 e telhões para telha CS".

A Câmara salienta que "a entrega destes materiais, desde que em bom estado de conservação, é fundamental para permitir uma resposta eficaz aos pedidos de apoio apresentados pelos munícipes".

A entrega deve ser feita no Armazém Solidário, localizado no Mercado do Falcão, junto ao aeródromo de Leiria, diariamente entre as 09:00 e as 17:00, local que também é de recolha de outros "materiais de construção, assegurando o apoio direto às famílias nos trabalhos de reconstrução das suas habitações".

Os munícipes que necessitem de apoio podem dirigir-se ao Armazém Solidário, por onde passaram já cerca de quatro mil pessoas, para pedir materiais.

À agência Lusa, o vereador Carlos Palheira adiantou que a Câmara está com alguma dificuldade em ter aquele tipo de telhas e telhões, referindo que já adquiriu e também tem apelado à solidariedade de empresas, que têm oferecido.

"Quem tem telhas em casa e não as consegue fazer chegar, pelo menos sinalize o modelo de telha e diga onde é que estão, que nós vamos tentar encontrar forma de ir buscá-las à casa das pessoas, caso seja uma necessidade o modelo em questão", adiantou Carlos Palheira.

O autarca agradeceu a todos os que têm doado telhas, "um gesto de solidariedade imensa", destacando que "contribuem, de alguma forma para o bem-estar de pessoas".

Quinze pessoas morreram em Portugal desde 28 de janeiro na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do temporal.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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