Governo aprovou um conjunto de medidas de restrição ao consumo de água, nomeadamente a redução de 15% no setor urbano, incluindo o turismo, e de 25% na agricultura.
A Associação Portuguesa de Defesa do Consumidor (DECO) defendeuesta quarta-feira que os municípios do Algarve devem criar linhas de apoio para permitir que os consumidores adquiram equipamentos para poupar água e combater a pobreza hídrica.
Em declarações à Lusa, Susana Correia, da DECO Algarve, defendeu que as autarquias devem encontrar fórmulas de financiamento para apoiar a aquisição de equipamentos que favoreçam a redução do consumo, em vez de apostarem em subidas das tarifas - como inicialmente anunciado -, que aumentariam as dificuldades económicas que as populações já sentem.
Salientando que a DECO é favorável e considera necessário introduzir medidas para poupar recursos hídricos que estão em situação de escassez devido à seca que atinge o Algarve, aquela responsável sublinhou a importância de os consumidores terem acesso a equipamentos que lhes permitam aumentar a poupança e monitorizar os consumos que fazem nos seus domicílios.
"Poupar água não deve pesar no bolso dos consumidores. Muitas medidas se têm falado, e relativamente aos consumidores têm-lhes sido pedido que fechem a torneira, volta e meia ouvimos aqui falar da possibilidade de aumentar os tarifários da água, mas a DECO entende que este não deve ser, para já, o caminho a tomar", afirmou.
A jurista advertiu que "os consumidores não têm forma de se tornar mais eficientes no uso da água nas suas casas" e, por ocasião do mês do consumidor, que se assinala em março, a DECO "assume como prioridade garantir que ninguém deve ser deixado para trás" no combate à escassez hídrica.
"E, para isso, estamos a apelar aos municípios algarvios e à Comunidade Intermunicipal [AMAL], que criem linhas de apoio ou promovam compras coletivas destinadas especificamente à compra de equipamentos, dispositivos, soluções que permitam que os consumidores possam nas suas casas utilizar água de forma mais eficiente, monitorizar o seu consumo e também armazenar águas pluviais", adiantou.
Susana Correia disse ser necessário, "além de se pedir às famílias que poupem água", que se possa "poupar na carteira das famílias" e elas possam dar "um verdadeiro contributo" para reduzir o consumo de água na região.
"O que nós propomos é, efetivamente, lançar o debate e abrir aqui uma porta de discussão. Aquilo que nós entendemos é que é possível fazer isto com fundos, é possível procurar fundos", considerou Susana Correia.
A responsável argumentou que os "municípios têm o dever e a obrigatoriedade de reduzir os consumos de água" e as medidas agora propostas permitem "fazer chegar também à casa dos consumidores uma verdadeira forma de eles poderem poupar a água".
Estes apoios devem ser acessíveis a todos os consumidores e não abranger apenas os mais vulneráveis, salientou, acrescentando que os mecanismos de apoio devem chegar também às famílias de classe média, que não conseguem fazer mais investimentos para tornar a sua casa mais eficiente do ponto de vista da utilização da água.
"Nós podemos comprar e podemos ter equipamentos acessíveis como são, por exemplo, redutores de caudais, torneiras mais eficientes, chuveiros mais eficientes", exemplificou, frisando que as máquinas de lavar mais eficientes consomem 50 litros por lavagem e as mais antigas podem chegar aos 200.
O Algarve está em situação de alerta devido à seca desde 5 de fevereiro, tendo o Governo aprovado um conjunto de medidas de restrição ao consumo, nomeadamente a redução de 15% no setor urbano, incluindo o turismo, e de 25% na agricultura.
A estas medidas somam-se outras como o combate às perdas nas redes de abastecimento, a utilização de água tratada na rega de espaços verdes, ruas e campos de golfe ou a suspensão da atribuição de títulos de utilização de recursos hídricos.
O Governo já admitiu elevar o nível das restrições, declarando o estado de emergência ambiental ou de calamidade, caso as medidas agora implementadas sejam insuficientes.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt
o que achou desta notícia?
concordam consigo
A redação do CM irá fazer uma avaliação e remover o comentário caso não respeite as Regras desta Comunidade.
O seu comentário contem palavras ou expressões que não cumprem as regras definidas para este espaço. Por favor reescreva o seu comentário.
O CM relembra a proibição de comentários de cariz obsceno, ofensivo, difamatório gerador de responsabilidade civil ou de comentários com conteúdo comercial.
O Correio da Manhã incentiva todos os Leitores a interagirem através de comentários às notícias publicadas no seu site, de uma maneira respeitadora com o cumprimento dos princípios legais e constitucionais. Assim são totalmente ilegítimos comentários de cariz ofensivo e indevidos/inadequados. Promovemos o pluralismo, a ética, a independência, a liberdade, a democracia, a coragem, a inquietude e a proximidade.
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza expressamente o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes ou formatos actualmente existentes ou que venham a existir.
O propósito da Política de Comentários do Correio da Manhã é apoiar o leitor, oferecendo uma plataforma de debate, seguindo as seguintes regras:
Recomendações:
- Os comentários não são uma carta. Não devem ser utilizadas cortesias nem agradecimentos;
Sanções:
- Se algum leitor não respeitar as regras referidas anteriormente (pontos 1 a 11), está automaticamente sujeito às seguintes sanções:
- O Correio da Manhã tem o direito de bloquear ou remover a conta de qualquer utilizador, ou qualquer comentário, a seu exclusivo critério, sempre que este viole, de algum modo, as regras previstas na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, a Lei, a Constituição da República Portuguesa, ou que destabilize a comunidade;
- A existência de uma assinatura não justifica nem serve de fundamento para a quebra de alguma regra prevista na presente Política de Comentários do Correio da Manhã, da Lei ou da Constituição da República Portuguesa, seguindo a sanção referida no ponto anterior;
- O Correio da Manhã reserva-se na disponibilidade de monitorizar ou pré-visualizar os comentários antes de serem publicados.
Se surgir alguma dúvida não hesite a contactar-nos internetgeral@medialivre.pt ou para 210 494 000
O Correio da Manhã oferece nos seus artigos um espaço de comentário, que considera essencial para reflexão, debate e livre veiculação de opiniões e ideias e apela aos Leitores que sigam as regras básicas de uma convivência sã e de respeito pelos outros, promovendo um ambiente de respeito e fair-play.
Só após a atenta leitura das regras abaixo e posterior aceitação expressa será possível efectuar comentários às notícias publicados no Correio da Manhã.
A possibilidade de efetuar comentários neste espaço está limitada a Leitores registados e Leitores assinantes do Correio da Manhã Premium (“Leitor”).
Ao comentar, o Leitor está a declarar que é o único e exclusivo titular dos direitos associados a esse conteúdo, e como tal é o único e exclusivo responsável por esses mesmos conteúdos, e que autoriza o Correio da Manhã a difundir o referido conteúdo, para todos e em quaisquer suportes disponíveis.
O Leitor permanecerá o proprietário dos conteúdos que submeta ao Correio da Manhã e ao enviar tais conteúdos concede ao Correio da Manhã uma licença, gratuita, irrevogável, transmissível, exclusiva e perpétua para a utilização dos referidos conteúdos, em qualquer suporte ou formato atualmente existente no mercado ou que venha a surgir.
O Leitor obriga-se a garantir que os conteúdos que submete nos espaços de comentários do Correio da Manhã não são obscenos, ofensivos ou geradores de responsabilidade civil ou criminal e não violam o direito de propriedade intelectual de terceiros. O Leitor compromete-se, nomeadamente, a não utilizar os espaços de comentários do Correio da Manhã para: (i) fins comerciais, nomeadamente, difundindo mensagens publicitárias nos comentários ou em outros espaços, fora daqueles especificamente destinados à publicidade contratada nos termos adequados; (ii) difundir conteúdos de ódio, racismo, xenofobia ou discriminação ou que, de um modo geral, incentivem a violência ou a prática de atos ilícitos; (iii) difundir conteúdos que, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, tenham como objetivo, finalidade, resultado, consequência ou intenção, humilhar, denegrir ou atingir o bom-nome e reputação de terceiros.
O Leitor reconhece expressamente que é exclusivamente responsável pelo pagamento de quaisquer coimas, custas, encargos, multas, penalizações, indemnizações ou outros montantes que advenham da publicação dos seus comentários nos espaços de comentários do Correio da Manhã.
O Leitor reconhece que o Correio da Manhã não está obrigado a monitorizar, editar ou pré-visualizar os conteúdos ou comentários que são partilhados pelos Leitores nos seus espaços de comentário. No entanto, a redação do Correio da Manhã, reserva-se o direito de fazer uma pré-avaliação e não publicar comentários que não respeitem as presentes Regras.
Todos os comentários ou conteúdos que venham a ser partilhados pelo Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã constituem a opinião exclusiva e única do seu autor, que só a este vincula e não refletem a opinião ou posição do Correio da Manhã ou de terceiros. O facto de um conteúdo ter sido difundido por um Leitor nos espaços de comentários do Correio da Manhã não pressupõe, de forma direta ou indireta, explícita ou implícita, que o Correio da Manhã teve qualquer conhecimento prévio do mesmo e muito menos que concorde, valide ou suporte o seu conteúdo.
ComportamentoO Correio da Manhã pode, em caso de violação das presentes Regras, suspender por tempo determinado, indeterminado ou mesmo proibir permanentemente a possibilidade de comentar, independentemente de ser assinante do Correio da Manhã Premium ou da sua classificação.
O Correio da Manhã reserva-se ao direito de apagar de imediato e sem qualquer aviso ou notificação prévia os comentários dos Leitores que não cumpram estas regras.
O Correio da Manhã ocultará de forma automática todos os comentários uma semana após a publicação dos mesmos.
Para usar esta funcionalidade deverá efetuar login.
Caso não esteja registado no site do Correio da Manhã, efetue o seu registo gratuito.
Escrever um comentário no CM é um convite ao respeito mútuo e à civilidade. Nunca censuramos posições políticas, mas somos inflexiveis com quaisquer agressões. Conheça as
Inicie sessão ou registe-se para comentar.