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NOS diz que declarações de Marcelo mostram profunda insensibilidade sobre quem está no terreno

Marcelo Rebelo de Sousa considerou que as telecomunicações se "portaram mal", "não tão gravemente como em 2017".

04 de fevereiro de 2026 às 19:54

O presidente executivo (CEO) da NOS considerou esta quarta-feira que o Presidente da República está certamente mal informado e que as suas declarações demonstram "uma profunda insensibilidade" às centenas de pessoas que estão a recuperar as redes no terreno.

"O senhor Presidente da República está certamente muito mal informado", afirmou Miguel Almeida, numa reação às declarações de Marcelo Rebelo de Sousa sobre o papel das operadoras de comunicações eletrónicas.

"As suas declarações demonstram uma profunda insensibilidade e desumanidade face às centenas de homens e mulheres que desde quarta-feira passada estão dia e noite a recuperar da maior destruição de redes de comunicações já vista em Portugal", rematou o executivo.

As declarações de Miguel Almeida juntam-se às da CEO da Meo, Ana Figueiredo, que considerou que as afirmações proferidas pelo Presidente da República só podem resultar de informações incompletas.

Marcelo Rebelo de Sousa considerou que as telecomunicações "portaram-se mal, não tão gravemente como" em 2017.

A Vodafone "aguentou um bocadinho mais, mas depois ficou tudo sem comunicações", prosseguiu o chefe de Estado.

"Mas, mesmo assim, não podemos ter tanto tempo [para] a reposição da normalidade da telecomunicação", expôs, referindo-se às mais de 100 mil pessoas que continuam sem eletricidade devido à tempestade Kristin.

Entretanto, os clientes da NOS têm recebido mensagens da operadora a afirmar que está totalmente empenhada na reposição dos serviços afetados pela depressão Kristin.

"Iremos creditar os dias sem serviço automaticamente de acordo com a legislação em vigor, não sendo necessária qualquer ação da sua parte. O valor sera calculado no final da indisponibilidade e será creditado na fatura seguinte", refere a NOS na mensagem que a Lusa leu.

Dez pessoas morreram desde a semana passada na sequência do mau tempo. A Proteção Civil contabilizou cinco mortes diretamente associadas à passagem da depressão Kristin e a Câmara da Marinha Grande anunciou uma outra vítima mortal, a que se somaram depois quatro óbitos registados por quedas de telhados (durante reparações) ou intoxicação com origem num gerador.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, quedas de árvores e de estruturas, cortes ou condicionamentos de estradas e serviços de transporte, em especial linhas ferroviárias, o fecho de escolas e cortes de energia, água e comunicações são as principais consequências materiais do temporal, que provocou algumas centenas de feridos e desalojados.

Leiria, Coimbra e Santarém são os distritos com mais estragos.

O Governo decretou situação de calamidade até domingo para 68 concelhos e anunciou um pacote de medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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