Desde o guarda-roupa ao lugar onde se vai sentar, conheça as medidas que podem ajudá-lo num desastre de aviação.
Será que voar ainda é a forma mais segura de viajar? Segundo a Associação Internacional de Transportes Aéreos, citada pelo USA Today, sim. Na América do Norte, no Pacífico Asiático e na Europa, a taxa de fatalidade em voos comerciais rondava os 0,5 por cada milhão de voos.
Contudo, os recentes acidentes em voos comerciais, principalmente nos EUA e Canadá, têm alterado a perceção da população e criado um sentimento de medo, segundo o Daily Mail.
Por isso, se vai viajar, aqui estão algumas medidas que podem ajudar a sobreviver a um desastre de aviação.
Pense no guarda-roupa
Muitos passageiros vestem-se de forma a estar o mais confortável possível no voo, principalmente se for uma viagem de longas horas. Mas, é importante ter outros fatores em conta também.
O melhor é cobrir o corpo o máximo possível para reduzir ferimentos e queimaduras em caso de acidente. Camisolas de manga comprida, calças e calçado resistente são peças úteis.
Se for viajar para uma região fria, mantenha um casaco quente perto de si. Se voar sobre água, vista lã em vez de algodão, porque o tecido tem mais propriedades de isolamento térmico quando fica molhado.
Roupas largas e extravagantes são desaconselhadas, porque o espaço é pequeno e podem ficar presas facilmente. Evite calçar sandálias ou saltos altos, porque podem romper os escorregas de evacuação e deixam os pés mais expostos a vidros partidos ou líquidos tóxicos.
Não se sente à frente
Vários estudos mostram que os passageiros sentados nos lugares mais caros da frente, costumam ter menos probabilidade de sobreviver a uma queda de avião.
Segundo os especialistas de seguranças, todas as quedas são diferentes e não há um “lugar seguro mágico” mas, tendo em conta que a maioria dos aviões cai de nariz, muitos acreditam que o mais seguro é sentar-se atrás.
Quando um Boeing 737-800 caiu na Coreia do Sul, em dezembro do ano passado, as duas únicas pessoas que sobreviveram foram um par de assistentes de bordo sentadas atrás de todo do avião. Os restantes 179 passageiros a bordo morreram.
Os lugares do meio também são considerados bastante seguros, uma vez que estão mais perto das saídas de emergência. E a rapidez com que um passageiro consegue sair é bastante relevante, segundo os especialistas.
Um estudo da revista Time, que analisou 35 anos de dados da Administração Federal de Aviação dos EUA, descobriu que os lugares da frente apresentam uma taxa de fatalidade 38%, enquanto os lugares traseiros têm uma taxa de 32%. Contudo, nos lugares do meio, a taxa era ainda inferior, apenas 29%.
Atenção às saídas de emergência
Se o avião cair, no meio do fumo, escuridão e confusão, encontrar a saída pode ser desafiante. Para evitar a dificuldade, conte o número de filas entre o seu lugar e a saída de emergência mais perto.
Está sentado na fila de emergência? Olhe bem para a porta e tente perceber como abrir. Normalmente, os assistentes de bordo ajudam, mas se estiverem incapacitados não vão conseguir prestar apoio.
Aperte bem o cinto de segurança
De acordo com pesquisas, cada centímetro de folga no cinto de segurança de um passageiro triplica o impacto que irá sentir em caso de queda ou colisão.
Apertar bem o cinto também limita o quanto o corpo se agita, ajudando a uma maior estabilidade, mesmo numa situação de elevada turbulência.
Coloque a máscara de oxigénio antes de ajudar os outros
Os filmes adoram mostrar o herói ou heroína a ajudar, de forma altruísta, os restantes passageiros a colocar as máscaras de oxigénio, antes de colocar a sua. Mas na vida real, não iria resultar bem.
Se a cabine perder pressão, cada passageiro tem cerca de 15 segundos no máximo para começar a respirar através da máscara antes de ficar inconsciente.
Por isso, coloque imediatamente a máscara e depois pode ajudar os outros, mesmo que já estejam inconscientes.
Esteja consciente de onde está
Está a voar sobre água? Ou será uma região fria? Consoante o local onde está, terá de adaptar certas medidas de segurança.
Se a queda ocorrer enquanto voam por cima do oceano, vista o colete salva-vidas, mas apenas puxe a corda para encher de ar, quando estiver fora do avião, senão pode estar sujeito a alguns problemas. Caso a cabine fique cheia de água, irá flutuar até ao teto e será difícil sair do avião. Ou pode até mesmo romper durante a evacuação.
Se a colisão ocorrer num local frio, mantenha um cobertor ou casaco quente perto de si.
Prepare-se para o impacto
Coloque o assento na posição original, recolha o tabuleiro, assegure-se de que todos os itens que podem voar pela cabine estão guardados e calce os sapatos.
Existem duas posições de segurança durante um impacto. Se chegar ao banco da frente, encoste as palmas das mãos, uma por cima da outra, na parte de trás do assento e apoie a testa nas mãos. Alguns especialistas recomendam ainda entrelaçar os dedos antes de encostar a cabeça.
Se não chegar ao banco da frente, encoste o peito às pernas, colocando a cabeça no meio dos joelhos e agarre os tornozelos.
Evite o fumo
De acordo com as estatísticas, o fogo e o fumo são responsáveis pela maioria das mortes em quedas de aviões. Muitos sobreviventes desmaiam devido ao fumo, que pode ser particularmente nocivo. Tente cobrir o nariz e a boca com um pano, de preferência molhado, para evitar a inalação.
Enquanto se dirige para uma saída, tente baixar-se, uma vez que o fumo tende a subir para o teto.
Afaste-se do local
A partir do momento em que consegue evacuar o avião, deve afastar-se num raio de pelo menos 150 metros do local da queda, porque o avião pode explodir a qualquer momento.
Contudo, não se afaste demasiado, pois deve esperar pelas equipas de resgate.
Para conseguir implementar todas estas medidas num momento de confusão e desespero, é importante tentar manter a calma.
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