Gustavo Paulo Duarte referiu-se à "nova etapa" não como uma "mudança", mas como "uma continuidade" do trabalho já executado anteriormente.
O novo presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP), Gustavo Paulo Duarte, prometeu esta quarta-feira uma liderança de "ativa" e "dialogante", mas avisou o Governo que será combativa quando necessário.
No discurso de tomada de posse como novo presidente da CCP para o quadriénio 2026-2029, Gustavo Paulo Duarte referiu-se à "nova etapa" não como uma "mudança", mas como "uma continuidade" do trabalho já executado anteriormente.
Prometendo uma liderança "ativa", "moderna" e "dialogante", o sucessor de João Vieira Lopes referiu que os novos órgãos sociais da confederação vão "trabalhar" para que "a economia portuguesa melhore" e que "o comércio e os serviços sejam valorizados".
"A CCP vai ser dialogante, mas também vai querer fazer", vincou o também antigo presidente da Antram (2014-2020), comprometendo-se a apresentar "ações concretas" e a trabalhar com as associações empresariais e regionais.
Gustavo Paulo Duarte assumiu que a indústria "é e deve ser um motor da transformação" da economia portuguesa, mas defendeu que também o comércio e serviços devem ter um papel complementar para fomentar o crescimento económico nacional.
Lembrando ainda outros setores como o turismo e a agricultura, o novo presidente da CCP defendeu que a confederação não se deve apresentar "como a alternativa, mas como um complemento de trabalho".
"Vamos à procura das soluções e vamos apresentá-las a quem devemos apresentar", sublinhou, indicando que terão um papel agregador.
E com o primeiro-ministro na plateia deixou um aviso ao Governo: "podem contar com a CCP para tudo, seja para agregar valor, mas também para ser reativo e combativo quando tiver que ser", frisou.
Na parte inicial do discurso, Gustavo Paulo Duarte deixou ainda umas palavras ao seu antecessor, agradecendo e enaltecendo o papel de João Vieira Lopes dentro da confederação.
"Dentro das dificuldades que foi o seu passado numa confederação tão difícil de gerir, João Vieira Lopes conseguiu no seu percurso, reunir-se e gerar consenso", salientou, realçando ainda o papel de Vieira Lopes na Concertação Social, onde "sempre se pautou pela tranquilidade, calma e muito conhecimento", tendo em vista "aportar valor" nas medidas propostas.
Antes, foi lida uma mensagem escrita por João Vieira Lopes, que se encontra fora do país e esteve durante 25 anos na direção da CCP (primeiro como vice-presidente e depois como presidente), onde realçou que se encerra um ciclo do qual se orgulha e se abre "uma nova fase assente na inovação" para que a instituição acompanhe "a evolução da economia nacional, num período cheio de incertezas" na sequência da situação internacional.
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