Pedro Nuno Teixeira, que assumiu esta segunda-feira a reitoria, afirma que a investigação é outra das prioridades do mandato.
O novo reitor da Universidade do Porto (U.Porto), Pedro Nuno Teixeira, anunciou esta segunda-feira que durante o seu mandato quer concluir pelo menos duas residências estudantis e duplicar a oferta de camas, chegando às 2.000 até 2030.
Pedro Nuno Teixeira, que tomou esta segunda-feira posse do cargo, afirmou que quer levar avante o reforço do alojamento estudantil, assumindo que quer criar pelo menos duas residências universitárias até ao final do mandato e quer duplicar a atual capacidade de alojamento da U.Porto, que é de 1.200 camas.
"Assumimos o compromisso de prosseguir com o reforço do alojamento, concluindo pelo menos duas residências neste mandato. De modo mais ambicioso, devemos ter como objetivo de médio prazo aproximarmo-nos da duplicação da atual capacidade de alojamento da universidade, procurando passar das atuais 1.200 camas para um valor próximo de 2.000 até 2030".
Pedro Nuno Teixeira prometeu procurar ser um reitor "atento e disponível", mas "não omnipresente", anunciado que de futuro o seu foco será também em prol da "modernização pedagógica e curricular" da instituição, na concretização do Instituto de Formação ao Longo da Vida e em suplementar o programa atual de bolsas.
"Neste momento de arranque gostaria de me concentrar em cinco áreas prioritárias", declarou, destacando em primeiro lugar a modernização pedagógica e curricular como uma oportunidade para repensar o modo como se ensina, aprende e avalia.
Para desenvolver uma estratégia de modernização pedagógica e curricular, Pedro Nuno Teixeira vai reativar o Conselho Coordenador de Educação da U.Porto (CCMEUP) e consolidar o Centro de Excelência em Inovação Pedagógica (INOV-Norte), para renovar a oferta educativa da universidade.
Destacou também que quer tornar a U.Porto numa instituição de referência na formação ao longo da vida e asseverou que quer concretizar rapidamente o Instituto de Formação ao Longo da Vida.
A "equidade", "sucesso" e "bem-estar" dos estudantes passa por lançar uma campanha junto dos alumni para suplementar o programa atual de bolsas, financiado por recursos públicos, por forma a alargar as oportunidades de formação na U.Porto para jovens oriundos de contextos desfavorecidos.
"Queremos chegar a 2030 com um programa que não apenas mobilize recursos significativos, mas que reforce os laços com os nossos alumni e seja um sinal de esperança para as novas gerações de estudantes", disse.
A investigação é outra prioridade do reitor, que anunciou a intenção de criar o Conselho Coordenador da Investigação da U.Porto e de criar uma delegação permanente da universidade em Bruxelas (Bélgica).
"A nossa ambição tem de ser produzir conhecimento que seja reconhecido pela qualidade e pelo impacto científico e societal. (...) Criação do Conselho Coordenador da Investigação da U.Porto com os objetivos de fortalecimento da coordenação, da interdisciplinaridade e do alinhamento estratégico nas atividades de I&D da Universidade. Criação de uma delegação permanente da U.Porto em Bruxelas, por forma a acompanhar de forma proativa o desenvolvimento das políticas de investigação e valorização do conhecimento ao nível europeu", salientou.
Na sua opinião, muito do futuro da U.Porto depende do seu compromisso com o futuro da cidade, da área metropolitana e da região, assumindo que a estratégia para o Porto e Norte até 2040 vai passar pelos eixos conhecimento, competitividade e coesão.
"Reforçar a UPTEC nos domínios em que somos mais competitivos, nomeadamente nas ciências da vida e da saúde, com o objetivo de desenvolver uma estrutura de 'wet labs' até 2030, que permita à universidade alojar 'start-ups' e projetos de empreendedorismo nessas áreas e potenciar o seu contributo para a transformação do tecido económico da região", referiu.
Outra das áreas prioritárias é a da cultura, pretendendo que até o início de 2027 sejam definidas as prioridades e os modos de articulação com os diferentes atores internos e externos.
"Isso será concretizado com a escolha de um (a) diretor (a) para a ação cultural e participação que fortaleça a atividade intervenção e programação cultural da e na universidade", sustentou.
Segundo Pedro Nuno Teixeira, estas são as prioridades de uma universidade que se afirma na inovação na educação e formação, na promoção da equidade e no combate às desigualdades, na investigação com impacto científico e societal, numa forte relação com a cidade e a região, e num papel central da cultura na vida da instituição e da comunidade.
O reitor afirmou também que atuará de forma "intransigente e célere sempre que os comportamentos não estiverem à altura das responsabilidades".
"No entanto, não almejo ser um reitor omnipresente. A Universidade do Porto elegeu um reitor e não um mestre de cerimónias", disse.
No seu "momento de compromisso para os próximos quatro anos", assumiu que arranca esta segunda-feira"um início de caminho", mas também "um momento de chegada", "de promessa e de esperança", e de "agradecimento à universidade, pela confiança, designadamente ao Conselho Geral e ao Conselho de Curadores", aos quais prometeu uma relação "leal, construtiva e comprometida em prol da universidade".
Além Pedro Nuno Teixeira, também tomaram posse os vice-reitores Alípio Jorge, para as Infraestruturas Digitais e Transformação Digital, Ana Paula Pêgo, na área da Investigação e Valorização do Conhecimento, António Topa Gomes, no Património Edificado e Sustentabilidade, Guilhermina Rêgo, Bem-Estar e Qualidade Institucional, Joana Resende, na área da Internacionalização e Planeamento Estratégico, e José Varejão, para a Cultura e Relações com a Sociedade.
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