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Ordem dos Médicos remete investigação de cartas de condução fraudulentas para Conselho Disciplinar

Oito pessoas foram detidas e identificadas por suspeitas de integrarem uma associação criminosa de falsificação de documentos.

16 de dezembro de 2020 às 16:49

A Secção Regional do Centro da Ordem dos Médicos (SRCOM) pediu informações sobre o envolvimento de clínicos na investigação sobre revalidação de cartas de condução e remeteu o processo para o Conselho Disciplinar.

Em comunicado enviado à agência Lusa, a SRCOM refere que face ao processo de investigação liderado pelo Departamento de Investigação Criminal da Polícia Judiciária (PJ) da Guarda, de imediato remeteu o caso "para análise no respetivo órgão disciplinar".

"Os trâmites do processo irão desenrolar-se no Conselho Disciplinar Regional do Centro da Ordem dos Médicos a quem compete analisar e julgar eventuais infrações à deontologia e ao exercício da profissão médica", acrescenta.

A SRCOM "solicitou ainda informações às entidades competentes sobre o envolvimento dos médicos neste caso".

A PJ da Guarda anunciou esta quarta-feira que realizou várias diligências no âmbito de investigação a processos de revalidação de cartas de condução automóvel, no âmbito da designada operação "Consulta Zero", desenvolvida no distrito de Castelo Branco, e deteve oito suspeitos (dois deles médicos) de associação criminosa, corrupção, falsificação de documentos, evasão fiscal e branqueamento de capitais.

Segundo um comunicado da PJ, os oito detidos e identificados, sete homens e uma mulher, com idades compreendidas entre os 42 e os 74 anos, são suspeitos de integrarem uma associação criminosa, "responsável pela prática de crimes de corrupção no setor privado, falsificação de documentos e outros ilícitos".

"Esta atividade ilícita ocorria no âmbito de processos de revalidação de cartas de condução automóvel, com recurso a falsos atestados médicos e/ou certificados de aptidão física e mental, sem prévia consulta de avaliação pessoal, suspeitando-se que terão beneficiado aproximadamente oito mil indivíduos", refere a fonte.

A ação policial incluiu a realização de três dezenas de buscas, domiciliárias e outras, tendo sido "já identificados milhares de condutores, três escolas de condução, quatro estabelecimentos comerciais, que também prestam diversos serviços especializados, designadamente como intermediários junto do Instituto de Mobilidade e Transportes (IMT), e, pelo menos, dois médicos, com aqueles conluiados, todos maioritariamente residentes e sediados nos concelhos do Fundão, Covilhã, Castelo Branco e Idanha-a-Nova".

"Até à presente data e no âmbito da mesma investigação, foram já identificadas e constituídas arguidas cerca de quatrocentas pessoas", adianta.

Ainda de acordo com a PJ, a operação "Consulta Zero", que permitiu a "apreensão de relevantes elementos de prova", contou com a presença de, aproximadamente, cinquenta operacionais daquela polícia, incluindo vários peritos das Unidades Nacionais de Perícia Financeira e Contabilística, de Tecnologia Informática e do Laboratório de Polícia Científica.

Os detidos foram presentes às competentes autoridades judiciárias para interrogatório judicial e eventual submissão a medidas de coação.

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