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Correio da Manhã

Sociedade
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Pais dizem que ajuste direto para ala pediátrica do São João não resolve tudo

Líder da associação disse que o próximo passo é saber como vai ser financiada a obra.
28 de Novembro de 2018 às 17:57
Contentores de pediatria do Hospital de São João
Contentores de pediatria do Hospital de São João
Pediatria do Hospital de São João
Contentores de pediatria do Hospital de São João
Contentores de pediatria do Hospital de São João
Pediatria do Hospital de São João
Contentores de pediatria do Hospital de São João
Contentores de pediatria do Hospital de São João
Pediatria do Hospital de São João
A associação de pais de crianças tratadas no Hospital de São João, no Porto considerou esta quarta-feira a aprovação da construção da ala pediátrica por ajuste direto uma "boa notícia", mas alertou que não resolve "o problema todo".

"A notícia é boa, é um passo importante porque andávamos aqui num impasse. O Governo dizia hoje uma coisa e amanhã outra", afirmou à Lusa o porta-voz da APOHSJ -- Associação Pediátrica Oncológica, Jorge Pires.

Na terça-feira, o parlamento aprovou por unanimidade a proposta de alteração do PS ao Orçamento do Estado para 2019 (OE2019) que prevê a possibilidade de recurso ao ajuste direto para a construção do Centro Pediátrico do Centro Hospitalar Universitário de São João.

Esta quarta-feira, em declarações aos jornalistas, o diretor clínico do Centro Hospitalar mostrou-se "muito satisfeito" pela decisão do Governo, prevendo que as obras arranquem já em 2019 e estejam concluídas em 2021.

"A nossa expectativa é que, com base na dispensa do visto prévio do Tribunal de Contas e na possibilidade de simplificação do processo através da autorização do ajuste direto, ainda em 2019 arranquem as obras, o que quererá dizer que num tempo mínimo de construção de dois anos no final de 2021 teremos a ala pediátrica nas suas instalações definitivas", disse José Artur Paiva.

Jorge Pires, satisfeito pela unanimidade do Parlamento em torno da "urgência" desta obra, recordou que o procedimento por ajuste direto é o passo fundamental para se avançar "rapidamente" com a construção da ala pediátrica.

"É um passo importante, mas não é a resolução do problema todo porque o Governo já nos tem habituado a anunciar a obra, lançar a primeira pedra e depois para tudo, não há obra nenhuma", reclamou.

O líder da associação disse que o próximo passo é saber como vai ser financiada a obra e, em paralelo, trabalhar com as pessoas com quem o Estado firmou protocolos.

"Temos aqui um trabalho de bastidores e de diplomacia a fazer, temos de juntar as pessoas e lutar pelo bem da comunidade para que nada possa atrasar a obra", entendeu.

"Felizmente", disse Jorge Pires, todo o país já sente esta obra como sendo uma "autêntica vergonha", tornando-se uma "causa nacional".

Falando num "dia histórico", o deputado do PS Fernando Jesus, que a 18 de outubro tinha levado o tema à Assembleia da República, lembrou serem "poucas as vezes" em que o parlamento é unânime quanto a uma questão.

"Os deputados deram o exemplo, puseram de lado as suas divergências e juntos puseram-se de acordo quanto a um projeto tão urgente como o é a ala pediátrica", ressalvou.

Dizendo que a obra vai devolver a "dignidade" às crianças, pais das crianças e profissionais de saúde, Fernando Jesus salientou que o procedimento por ajuste direto vai permitir um "ganho de tempo".

Já quanto ao financiamento, questão que preocupa os pais, o socialista vincou que está assegurado pelo Ministério das Finanças.
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