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Pedidos de ajuda alimentar aumentam com crise nos combustíveis e na habitação

Banco Alimentar aponta que aumento de pedidos de ajuda é consequência de as famílias terem menos folga orçamental.

29 de maio de 2026 às 17:17

Os pedidos de apoio de famílias carenciadas ao Banco Alimentar Contra a Fome aumentaram no último mês, motivados pela subida do preço dos combustíveis e dos custos com a habitação, segundo a federação dos bancos alimentares.

No último mês tem havido mais pedidos de apoio, devido ao impacto da subida do custo de vida, afirmou a presidente da Federação Portuguesa dos Bancos Alimentares, Isabel Jonet, em declarações à Lusa, explicando que esta é uma consequência de as famílias terem menos folga orçamental.

Os Bancos Alimentares Contra a Fome realizam este fim de semana uma campanha nacional de recolha de alimentos, nos supermercados e online, através da plataforma digital 'Alimente esta Ideia' ou do Portal de Doações Online do Banco Alimentar.

Através das doações online, que começaram na quarta-feira, já foram angariados até à tarde desta sexta-feira 1.850 litros de azeite, 1.766 litros de óleo, 4.119 litros de leite, 3.596 quilos de atum, 2.630 quilos de salsichas e 3.045 quilos de arroz.

Havia uma expectativa de o aumento do custo de vida ser apenas temporário, e que se chegasse a acordo para travar a subida dos combustíveis, mas tal não aconteceu, o que resultou em mais pedidos de ajuda de famílias carenciadas.

O impacto da guerra no preço da energia e no cabaz alimentar tem levado muitas famílias a procurar ajuda junto das instituições de solidariedade social e dos bancos alimentares, afirmou Isabel Jonet.

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