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Pedro Nuno Santos diz que Governo "fez aquilo que achava que podia fazer" pelos agricultores

Para o líder do PS, a agricultura "é central na vida de Portugal, na atividade económica portuguesa" e o Governo agiu para responder às reivindicações dos trabalhadores.

02 de fevereiro de 2024 às 00:03

O secretário-geral do PS reagiu esta quinta-feira "com naturalidade" ao protesto nacional dos agricultores pela valorização do setor e por condições justas e referiu que o Governo fez "aquilo que achava que podia fazer".

"Eu reajo com naturalidade", disse Pedro Nuno Santos aos jornalistas quando questionado sobre o protesto dos agricultores.

O secretário-geral do PS falava em Vila Franca do Campo, na ilha de São Miguel, à chegada a um jantar comício da candidatura do socialista Vasco Cordeiro à presidência do Governo Regional dos Açores, nas eleições de domingo.

Segundo Pedro Nuno Santos, o descontentamento "deve ser demonstrado": "Isso é assim numa democracia, numa democracia avançada como a nossa, e, obviamente, que a preocupação que as pessoas têm em relação às suas vidas, aos seus negócios e à sua atividade económica, é a mesma que eu tenho".

"E, por isso, há uma grande vontade e disponibilidade sempre para ouvir, como fizemos com as forças de segurança e tentar encontrar as melhores soluções", disse, observando que o Governo tem procurado ir ao encontro das reivindicações e das preocupações dos agricultores.

E prosseguiu: "Parece-me que o Governo tenha a preocupação correta e fez aquilo que achava que podia fazer e, por isso, nós congratulamo-nos por isso. Mas, obviamente, nós estamos também a pensar no futuro, no pós 10 de março [dia das eleições legislativas]".

Para o líder do PS, a agricultura "é central na vida de Portugal, na atividade económica portuguesa".

"Nós precisamos de nos alimentar para viver. A agricultura é determinante para a nossa alimentação. Ela é central também na nossa identidade cultural, não só económica e, por isso, a agricultura terá uma grande centralidade no nosso projeto", justificou.

Pedro Nuno Santos disse também aos jornalistas que no país, com o Governo PS, "fez-se um grande avanço" e aumentaram-se salários e pensões.

E, no último trimestre, Portugal foi "o país que mais cresceu na União Europeia": "Nós já não estamos a convergir para a média, estamos no topo do crescimento económico".

Depois, disse ter consciência "que não está tudo bem, que é preciso resolver problemas que ainda não foram resolvidos, que há respostas que têm que ser alteradas porque não produziram os resultados que se desejavam", o que faz parte da governação.

"Agora, que ninguém tenha dúvidas. Se há alguém capaz de fazer melhor do que o que se fez nos últimos oito anos, é mesmo o PS. Nós temos a experiência, nós temos o conhecimento, nós sabemos o que é que funciona, o que é que não funciona, o que é correu bem, o que é que correu mal", admitiu.

Na opinião de Pedro Nuno Santos, o PS tem "condições ótimas, boas condições, para resolver problemas que ainda não estão resolvidos e problemas novos que, entretanto, vão surgindo".

"Por isso, é com respeito, com empatia para com os problemas dos outros e com humildade que nós olhamos para diferentes protestos ou expressão de descontentamento. A humildade de reconhecer que nem tudo resultou, que há muita coisa para fazer e muita coisa para mudar", concluiu.

Os agricultores estiveram hoje na rua com os seus tratores, de norte a sul do país, reclamando a valorização do setor e condições justas, tal como tem acontecido em outros pontos da Europa.

O protesto, uma iniciativa do Movimento Civil de Agricultores de Portugal, decorreu um dia depois de o Governo ter anunciado um pacote de mais de 400 milhões de euros, destinado a mitigar o impacto provocado pela seca e a reforçar o Plano Estratégico da Política Agrícola Comum (PEPAC).

O Governo adiantou esta quinta-feira à Lusa que a maior parte das medidas do pacote de apoio aos agricultores portugueses, que foi anunciado esta quarta-feira, entra em vigor ainda este mês, com exceção das que estão dependentes de 'luz verde' de Bruxelas.

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