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Correio da Manhã

Sociedade
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Perda de memória e apatia são sinais de Alzheimer

Doença representa cerca de 50 a 70% dos casos de demência em Portugal. Manifesta-se de forma progressiva.
Francisca Genésio 1 de Dezembro de 2018 às 11:21
Confusão com a toma da medicação é um dos principais sintomas dos pacientes com demência
Alzheimer
Alzheimer
Alzheimer Portugal lança campanha para aumentar compreensão sobre a demência
Confusão com a toma da medicação é um dos principais sintomas dos pacientes com demência
Alzheimer
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Alzheimer Portugal lança campanha para aumentar compreensão sobre a demência
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Alzheimer
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Alzheimer Portugal lança campanha para aumentar compreensão sobre a demência
Confusão, perda de memória e incapacidade para realizar atividades diárias, alterações na personalidade, apatia e isolamento, são alguns dos principais sinais de alerta para a demência. A doença de Alzheimer é uma forma de demência, cujas causas e cura ainda são desconhecidas.

De acordo com as estimativas da Alzheimer Europe, existem pelo menos 182 mil pessoas com demência em Portugal.

"A doença de Alzheimer constitui cerca de 50% a 70% de todos os casos de demência", disse ao CM José Carreira, presidente da Associação Alzheimer Portugal, alertando as estimativas apontam para "um aumento significativo de pessoas com demências: 74,7 milhões em 2030 e 131,5 milhões em 2050".

Há, no entanto, algumas dicas para atrasar ou até evitar os sintomas da doença, como "manter um estilo de vida saudável, com prática de exercício físico regular, alimentação equilibrada, consumo moderado de bebidas alcoólicas, não fumar e controlar doenças como a diabetes e a hipertensão", aconselha José Carreira.

Os sintomas da demência são, muitas vezes, confundidos com os sinais do envelhecimento natural, embora a demência possa aparecer a partir dos 40 anos.

É importante que familiares e amigos estejam atentos às diferenças de comportamento.

"Começou com esquecimentos"
Maria Teresa Silva, de 56 anos, alterou a sua vida para acompanhar a mãe, doente de Alzheimer. "As falhas de memória começaram em 2011, mas só em 2014 é que ela deixou de conseguir realizar as rotinas. Tudo começou com pequenos esquecimentos e confusões", conta a engenheira química.

"De repente, já não tomava medicação e deixou de regar as flores, que eram muito importantes para ela", relata. A mãe de Maria Teresa é atualmente acompanhada por uma equipa, mas toda a gestão e controlo passa pela filha. ". A minha mãe já não consegue queixar-se, não podemos confiar em terceiros", diz. 

"Não há plano para a demência"
José Carreira, presidente da Associação Alzheimer Portugal
CM: A Alzheimer Portugal assinala 30 anos. Como foi este percurso?
José Carreira – A associação nasceu com o objetivo de informar e formar. A melhor homenagem é continuar a pugnar pelos direitos das pessoas com demência.
- Qual a situação do estatuto do cuidador informal?
- Consideramos fundamental que seja reconhecido o trabalho dos cuidadores que muitas vezes não têm outra opção que não seja cuidar e deixar de trabalhar.
– Já existe um Plano Nacional?
– Portugal não tem, nem se vislumbra, um Plano Nacional para a Demência, uma resposta a um dos maiores desafios do século XXI.
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