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Correio da Manhã

Sociedade
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Peregrinos da Póvoa de Varzim: “O terço é a nossa arma”

Grupo levou um terço com boias dos barcos de pesca até Fátima.
Isabel Jordão 12 de Maio de 2019 às 09:59
O terço gigante, feito com boias brancas, por familiares de pescadores da Póvoa de Varzim, destacava-se no alcatrão negro do recito de oração do Santuário
O terço gigante, feito com boias brancas, por familiares de pescadores da Póvoa de Varzim, destacava-se no alcatrão negro do recito de oração do Santuário
O terço gigante, feito com boias brancas, por familiares de pescadores da Póvoa de Varzim, destacava-se no alcatrão negro do recito de oração do Santuário
O terço gigante, feito com boias brancas, por familiares de pescadores da Póvoa de Varzim, destacava-se no alcatrão negro do recito de oração do Santuário
O terço gigante, feito com boias brancas, por familiares de pescadores da Póvoa de Varzim, destacava-se no alcatrão negro do recito de oração do Santuário
O terço gigante, feito com boias brancas, por familiares de pescadores da Póvoa de Varzim, destacava-se no alcatrão negro do recito de oração do Santuário
O terço gigante, feito com boias brancas, por familiares de pescadores da Póvoa de Varzim, destacava-se no alcatrão negro do recito de oração do Santuário
O terço gigante, feito com boias brancas, por familiares de pescadores da Póvoa de Varzim, destacava-se no alcatrão negro do recito de oração do Santuário
O terço gigante, feito com boias brancas, por familiares de pescadores da Póvoa de Varzim, destacava-se no alcatrão negro do recito de oração do Santuário
O terço gigante, feito com boias brancas, por familiares de pescadores da Póvoa de Varzim, destacava-se no alcatrão negro do recito de oração do Santuário
O terço gigante, feito com boias brancas, por familiares de pescadores da Póvoa de Varzim, destacava-se no alcatrão negro do recito de oração do Santuário
O terço gigante, feito com boias brancas, por familiares de pescadores da Póvoa de Varzim, destacava-se no alcatrão negro do recito de oração do Santuário
Um terço gigante, feito com boias brancas e transportado por familiares de pescadores da Póvoa de Varzim, foi colocado este sábado no alcatrão negro do recinto de oração do Santuário. O terço esteve presente em toda a caminhada do grupo que Maximino Santos levou para Fátima.

"O terço é a nossa arma, desde que saímos das nossas casas e até chegarmos ao nosso destino", contou o peregrino ao CM, adiantando que as dificuldades da longa caminhada a pé foram vencidas com as orações que foram rezando em cada etapa.

"Tínhamos de chegar ao santuário, é o nosso porto de abrigo, somos de uma terra de pescadores, onde nos agarramos é a Nossa Senhora de Fátima. É a fé que nos faz vir aqui", explicou Maximino Santos.

Vestidos de branco e com imagens do mar que os acompanha todos os dias, chegaram ao Santuário de Fátima à hora de almoço. Todos os que partiram chegaram ao fim da caminhada. Foi também assim com um grupo que partiu da Trofa, orientado por Gina - Gina da Trofa, assim, sem apelido - e chegou a meio da tarde.

De mão dada, formaram uma roda, rezaram, choraram e receberam uma rosa natural das mãos de Gina, que mais tarde deixaram na Capelinha das Aparições, numa oferta a Nossa Senhora de Fátima.

O grupo que partiu de Paredes no domingo, levando quase 500 peregrinos e meia centena de carros de apoio, sendo por isso um dos maiores, também já está em Fátima.

Ao longo do dia, muitos foram os grupos que concluíram a caminhada a pé. Hoje começa a peregrinação, que será presidida pelo arcebispo de Manila, cardeal Luís António Tagle, que visita pela quarta vez a Cova da Iria, mas preside pela primeira vez.

D. Luís António Tagle disse ontem que "os asiáticos gostam de visitar lugares santos, pois consideram que é uma maneira de caminhar com Deus", frisando que essa é "uma parte importante" da sua "religiosidade. Por isso, vir a Fátima é estar mais próximo de Deus".

Escuteiros prestam apoio e recolhem donativos
O agrupamento de escuteiros do Arrabal, Leiria, esteve a apoiar os peregrinos a pé num dos caminhos para Fátima, nas Colmeias, numa iniciativa que visou também a angariação de fundos para uma viagem à Polónia, que pretendem fazer no próximo ano. É um exemplo perfeito de como se pode juntar o útil ao agradável.

A guia da comunidade, Filipa Sismeiro, contou ao CM que todos os anos nesta altura se juntam para apoiar os peregrinos. Abrem as portas das suas casas para que possam utilizar as casas de banho e disponibilizam café, bolos, frutos secos e guloseimas. Há sempre música e gente a dançar, ajudando os peregrinos a esquecerem as dificuldades da caminhada.

Este ano, como aceitaram um "desafio maior, de angariar fundos para uma viagem internacional à Polónia", aproveitaram também para vender porta-chaves e outros objetos, que foram fazendo nos tempos livres, nas últimas semanas. As receitas serão para a viagem.

Depois de terem ficado a conhecer a história de Aristides de Sousa Mendes, o herói português que ajudou milhares de judeus a escapar aos nazis, pretendem visitar o antigo campo de concentração de Auschwitz, o maior símbolo do Holocausto perpetrado pelo nazismo durante a II Guerra Mundial.

Voluntários curam dores do corpo e da mente
Os grupos de peregrinos têm ao seu dispor dezenas de postos de assistência, onde tratam das feridas e recebem apoio para continuarem a caminhada.

Este sábado de manhã, no posto da Ordem de Malta instalado no Barracão, já tinham sido apoiados mais de 500. "Temos aqui problemas de bolhas e musculares, além de contraturas e entorses", entre outros, explicou Bernardo Sousa Ribeiro.
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