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Porsche vai cortar 5000 postos de trabalho até 2035

Foram anunciadas outras medidas para realizar poupanças, como o adiamento dos aumentos salariais até 2035 ou a renúncia dos quadros superiores a aumentos de salário base em 2027 e 2028.

27 de julho de 2026 às 15:13

A Porsche, fabricante alemã de automóveis, vai eliminar 5.000 postos de trabalho até 2035, no âmbito de um programa de redução de custos que pretende superar a crise que o setor enfrenta, anunciou esta segunda-feira o grupo em comunicado.

De acordo com a informação divulgada pela empresa, a eliminação dos 5.000 postos de trabalho "será alcançada principalmente através de saídas naturais, efeitos demográficos, da extensão do programa especial de reforma parcial e de acordos de saída voluntária".

Somados aos cortes anunciados em 2025, o grupo prevê, assim, reduzir o quadro de pessoal em 8.900 pessoas.

Segundo a Porsche, os cortes esta segunda-feira anunciados serão efetuados "de forma socialmente responsável", fazendo parte de um acordo celebrado entre a direção da marca e a comissão geral de empresa, em colaboração com dois sindicatos alemães.

Este acordo garante "o emprego e a proteção" das unidades de produção da Porsche "até ao final do ano de 2035", pelo que "exclui qualquer despedimento por motivos económicos durante esse período".

Além disso, a fabricante comprometeu-se a investir 2,1 mil milhões de euros em duas unidades no sudoeste da Alemanha.

Ainda assim, foram anunciadas outras medidas para realizar poupanças, como o adiamento dos aumentos salariais até 2035 ou a renúncia dos quadros superiores a aumentos de salário base em 2027 e 2028.

Citado em comunicado, o presidente executivo (CEO) da Porsche, Michael Leiters, afirmou que o programa de reestruturação em causa "é bom para a Porsche".

"Isso dá a oportunidade de realinhar estrategicamente a empresa e investir na competitividade", acrescentou o CEO.

O programa de redução de custos surge numa altura em que a filial da 'gigante' Volkswagen vendeu 122.306 veículos até junho, menos 16% do que no ano passado, devido à queda nas vendas em todas as regiões.

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