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Herança de sangue Há heranças que não se escolhem.

Posto de Comando Municipal da Sertã desativado, mas "trabalho irá continuar"

Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil mantém-se ativo durante a situação de calamidade, anunciou este sábado a autarquia.

14 de fevereiro de 2026 às 15:26

A Comissão Municipal de Proteção Civil da Sertã, distrito de Castelo Branco, decidiu desativar o Posto de Comando Municipal, mas o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil mantém-se ativo durante a situação de calamidade, anunciou este sábado a autarquia.

"A Comissão Municipal de Proteção Civil da Sertã reuniu ao final desta sexta-feira, 13 de fevereiro, num momento de tendência de retorno à normalidade, tendo sido decidida a desativação do Posto de Comando Municipal (PCMun)", lê-se este sábado no sítio oficial da Internet da Câmara Municipal da Sertã, acrescentando, no entanto, que o Plano Municipal de Emergência e Proteção Civil se manterá ativo durante a situação de calamidade.

"Embora tenha sido desativado o Posto de Comando Municipal, o trabalho irá continuar, embora de uma forma menos intensa numa perspetiva de estabilização", referiu Cristina Nunes, vereadora da Proteção Civil da Câmara Municipal da Sertã, sublinhando a "dedicação e esforço das mais de duas semanas de todos os operacionais na linha da frente", e apontando para o "trabalho que há ainda pela frente" ao nível da reposição elétrica e das comunicações, desobstrução de caminhos e reconstrução.

Na reunião da Comissão Municipal de Proteção Civil da Sertã Rui Antunes, vice-presidente da Câmara Municipal da Sertã, agradeceu a todos o "trabalho duro das últimas duas semanas" e referiu a importância de fazer "ver ao governo central que são necessários meios e recursos para, a curto prazo, intervir no terreno e prevenir incêndios rurais".

O vice-presidente da Câmara da Sertã referiu ainda que a empresa E-Redes vai continuar no terreno o trabalho na média e baixa tensão, mas alertou que vai ser "moroso".

O 2.º Comandante dos Bombeiros Voluntários da Sertã, Luís Miguel Martins, e o comandante dos Bombeiros Voluntários de Cernache do Bonjardim, Paulo Mariano, agradeceram a cooperação e todo o trabalho desenvolvido conjuntamente, mostrando-se disponíveis para ocorrências futuras.

Os presidentes e representantes de juntas de freguesia presentes - Sertã, Pedrógão Pequeno, União de Freguesias de Ermida e Figueiredo e União de Freguesias Nesperal e Palhais -- também destacaram o esforço e colaboração de todas as entidades na resposta à destruição provocada pela tempestade Kristin.

Dezasseis pessoas morreram em Portugal na sequência da passagem das depressões Kristin, Leonardo e Marta, que provocaram também muitas centenas de feridos e desalojados.

A destruição total ou parcial de casas, empresas e equipamentos, a queda de árvores e de estruturas, o fecho de estradas, escolas e serviços de transporte, e o corte de energia, água e comunicações, inundações e cheias são as principais consequências materiais do tempo.

As regiões Centro, Lisboa e Vale do Tejo e Alentejo são as mais afetadas.

O Governo prolongou a situação de calamidade até dia 15 para 68 concelhos e anunciou medidas de apoio até 2,5 mil milhões de euros.

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