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Correio da Manhã

Sociedade
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Praias da Costa de Caparica fecham à vez durante agosto

Investimento é de 5,8 milhões de euros. Obra demora dois meses e os trabalhos decorrem 7 dias por semana, 24 horas por dia.
João Saramago 13 de Julho de 2019 às 10:03
Praias da Costa de Caparica
Praias da Costa de Caparica
Praia
Praias da Costa de Caparica
Praias da Costa de Caparica
Praia
Praias da Costa de Caparica
Praias da Costa de Caparica
Praia
Ir a banhos nas praias da Costa de Caparica, no concelho de Almada, terá sérias limitações até final do verão devido aos trabalhos de alimentação artificial das praias, numa obra que custa 5,8 milhões de euros. A intervenção deve arrancar no final deste mês.

A reposição das areias tem "de ser executada no verão pois é a altura, por razões técnicas e operacionais, em que as condições de agitação são mais favoráveis. Com a ondulação de dois metros de altura ou superior já não é possível desenvolver os trabalhos", divulgou a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), entidade responsável pela obra.

A "intervenção é absolutamente indispensável" esclareceu a APA, que acrescentou: "é uma obra de proteção costeira e tem como objetivo a proteção de pessoas e bens através da melhoria da proteção da costa contra o desgaste e destruição provocados pela erosão".

A empreitada irá decorrer por "2 meses, a executar 7 dias por semana e 24 horas por dia". A APA esclareceu que as praias a serem alimentadas terão de ser "fechadas rotativamente", estimando que a proibição de acesso será em média de três a cinco dias.

Na obra serão utilizadas dragas de sucção e arrasto, que efetuarão a repulsão (deslocação) da areia através de tubagem, pousada no fundo marinho, para a praia.

Na zona da praia será efetuado o espalhamento e nivelamento das areias bombeadas, mediante a utilização de bulldozers e pás carregadoras próprias, como sejam as de esteira ou lagartas.

Trabalhos semelhantes foram realizados em 2008 e em 2014. Assim, no espaço de uma década foram investidos cerca de 15 milhões de euros para garantir a estabilidade do cordão dunar.

Plano de Cassiano Branco nunca saiu do papel
A proposta de urbanização do arquiteto Cassiano Branco para a Costa de Caparica, de 1930, nunca saiu do papel.

Na época, resultou num plano utópico que pretendia criar entre a Costa de Caparica e a Fonte da Telha, uma estância balnear, com um canal artificial, segundo o modelo de Los Angeles.

Seria uma praia destinada às massas, espaço que faltava então na Europa.

PORMENORES 
150 metros em sete anos
Nos cerca de cinco quilómetros de praias mais a norte, na Caparica, houve recuo de 150 metros do areal, entre os anos 1957 e 1963. A altura das dunas desceu de 14 para oito metros.

Recuo de 20 metros
No inverno de 2014, as praias de São João de Caparica tiveram um recuo do cordão dunar de 20 metros. No verão do mesmo ano avançou o enchimento, com areia.

Construção de esporões
Nos anos 50 e 60 do século passado, e perante o avanço do mar, foram construídos nove esporões entre a Cova do Vapor, a norte, e a Praia da Saúde, a sul. Os três primeiros foram erguidos entre 1959 e 1963.
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