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Presidente da comissão para direitos das crianças diz que menores abandonados terão trauma

Dois suspeitos de abandonarem as crianças, a mãe, de 41 anos, e um homem, de 55, foram detidos pela GNR na quinta-feira, quando se encontravam na esplanada de um café situado nas imediações de Fátima.

22 de maio de 2026 às 22:09

A presidente da Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens disse esta sexta-feira que as duas crianças francesas que terão sido abandonadas pela mãe e foram encontradas em Alcácer do Sal vão sofrer algum trauma.

"Não posso dizer com certeza que tipo de impactos é que as crianças poderão ter, mas algum impacto e algum trauma terão certamente", disse à Lusa Ana Isabel Valente, após os dois irmãos de 4 e 5 anos terem sido encontrados na terça-feira por um popular sozinhos a vaguear junto à Estrada Nacional 253 (EN253), na zona do Monte Novo do Sul, entre Comporta e Alcácer do Sal, no distrito de Setúbal.

"O sistema de promoção e proteção terá de lhes dar respostas", disse a presidente da Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens (CNPDPCJ), destacando que junto da família será a solução preferível.

Ana Isabel Valente referiu ainda que a CNPDPCJ não teve qualquer envolvimento no caso porque as crianças foram entregues a militares da Guarda Nacional Republicana (GNR), indicando que o processo "foi logo tratado pelas vias competentes".

"A GNR levou logo a questão para o Ministério Público e trata-se de um processo judicial no qual a CPCJ não terá qualquer intervenção, até porque a medida de promoção e proteção será aplicada pelo juiz", disse.

Os dois suspeitos de abandonarem as crianças, a mãe, de 41 anos, e um homem, de 55, foram detidos pela GNR na quinta-feira, quando se encontravam na esplanada de um café situado nas imediações de Fátima, no concelho de Ourém, distrito de Santarém.

A mulher e o homem, suspeitos dos crimes de "violência doméstica e de exposição e abandono" das duas crianças, chegaram esta sexta-feira ao Tribunal Judicial de Setúbal para serem presentes a primeiro interrogatório.

De acordo com um comunicado divulgado esat sexta-feira pelo Conselho Superior da Magistratura (CSM), foi instaurado um procedimento urgente de proteção a favor dos dois irmãos pelo magistrado do Ministério Público (MP) junto do Juízo de Família e Menores de Santiago do Cacém.

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