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Correio da Manhã

Sociedade
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Prolongada greve de enfermeiros nos centros de saúde de Almada e Seixal

Protesto ia terminar a 1 de janeiro, contudo, vai prolongar-se até existir uma resposta de Luís Pisco.
Lusa 3 de Janeiro de 2019 às 14:52
Enfermeiros
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Enfermeiro
Enfermeira
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A greve dos enfermeiros no atendimento complementar dos centros de saúde de Almada e Seixal vai prolongar-se até a Administração Regional de Saúde (ARS) de Lisboa e Vale do Tejo apresentar uma proposta, disse esta quinta-feira fonte sindical.

"Os enfermeiros vão continuar sem assegurar este serviço até que a ARS altere esta organização do trabalho ou faça uma proposta a todos os grupos profissionais", avançou à Lusa a dirigente nacional do Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), Zoraima Cruz Prado.

De acordo com a responsável, os enfermeiros do Agrupamento de Centros de Saúde (ACES) de Almada e Seixal, no distrito de Setúbal, encontram-se em greve desde 01 de dezembro devido à "atitude inflexível" da direção executiva, que determinou que o atendimento complementar aos fins de semana e feriados seja prestado no horário normal de trabalho.

Segundo Zoraima Cruz Prado, a greve tem registado "uma adesão de 100%" nos seis centros de saúde pertencentes ao agrupamento, levando a que se encontrem, nestes dias, "sem enfermeiros e sem tratamentos de enfermagem".

Os profissionais de saúde defendem, assim, o direito às 35 horas de trabalho e que o atendimento aos fins de semana e feriados seja feito em "horas extra", como acontece com os restantes grupos profissionais.

"Neste momento estão a retirar horas que fazem de segunda a sexta-feira para o tratamento de doentes no atendimento complementar. O que acontece é que depois vêm acusar os enfermeiros de não conseguirem cumprir os objetivos nas suas unidades, o que é incoerente", explicou.

Além disso, segundo a dirigente sindical, este tipo de serviço é organizado de outra forma noutros centros de saúde do distrito, como é o caso de Setúbal, Barreiro e Montijo.

"Em outros ACES é organizado de outra forma. Todas as horas de segunda a sexta-feira são para as listas de utentes e o serviço complementar é feito extraordinariamente. Se for assim, os enfermeiros estão disponíveis para este tipo de organização, não podem é fazer o seu horário e depois serem acusados de não conseguir dar vazão às listas de utentes", frisou.

A greve deveria terminar a 1 de janeiro, contudo, vai prolongar-se até existir uma resposta do presidente da ARS de Lisboa e Vale do Tejo, Luís Pisco.

"O presidente da ARS de Lisboa e Vale do Tejo disse ao sindicato, em reunião, que no prazo de duas semanas iria fazer uma proposta, tanto aos médicos como aos enfermeiros para melhorar este serviço, mas não faz qualquer proposta. É por isso que já fizemos pré-avisos e, não havendo mais nada, vai haver uma nova greve durante um mês", revelou.

No ACES de Almada e Seixal trabalham cerca de 200 enfermeiros, em seis unidades distribuídas pelos dois concelhos (Almada, Costa de Caparica, Cova da Piedade, Seixal, Amora e Corroios).
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