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PJ confirma suicídio de banqueiro português em Moçambique

Novas pistas indicam que Pedro Ferraz Reis estava a ser vítima de chantagem.

30 de janeiro de 2026 às 16:21

A PJ confirmou que o banqueiro português Pedro Ferraz Reis cometeu suicídio no histórico Serena Polana Hotel, em Maputo, Moçambique – confirmando a tese avançada pelas autoridades daquele país –, na sequência de chantagens e ameaças, relacionadas com a sua vida pessoal, de que estaria a ser alvo, apurou o CM.

A comitiva portuguesa que viajou até Moçambique, formada por elementos da PJ e do Instituto de Medicina Legal, descartou “a intervenção de terceiros” neste caso.

Os investigadores tiveram acesso a imagens de videovigilância que permitiram perceber que Pedro Ferraz Reis adquiriu veneno para ratos e duas facas antes de se deslocar até às casas de banho do hotel de luxo na capital moçambicana onde acabaria por pôr fim à própria vida.

Ao CM, fonte próxima da investigação confirma que o administrador do Banco Comercial de Investimento (BCI) Moçambique terá ingerido “uma quantidade mortal de veneno para ratos”, mas “terá morrido com um golpe desferido, voluntariamente, no coração” (ver caixa).

Pedro Ferraz Reis, de 52 anos, foi encontrado sem vida, na noite de 19 de janeiro, nas casas de banho do Serena Polana Hotel, em Maputo. Realizadas todas diligências em Moçambique, o corpo do banqueiro chegou a Portugal na última quarta-feira, acompanhado por familiares e pelos investigadores da PJ e do Instituto de Medicina Legal.

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