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Mais 113 milhões não travam greve dos professores

Orçamento prevê 90 milhões pelo descongelamento de carreiras e 23 milhões para as progressões.

15 de novembro de 2017 às 01:30

Os professores participam hoje numa greve e numa manifestação frente ao Parlamento pela contagem do tempo em que os salários estiveram congelados e não houve progressão na carreira.

A paralisação ocorre apesar de o Governo prever na proposta do Orçamento para o próximo ano um reforço de pelo menos 113 milhões de euros nos salários resultantes do descongelamento e progressão nas carreiras.

No processo faseado de descongelamento a ser posto em prática até 2021, para o próximo ano está previsto em reforço de 90 milhões de euros. Estão também estipulados 20 milhões de euros referentes a progressões de sete mil professores, que resultam num aumento salarial que oscila entre os 100 e os 300 euros. Nas contas do Governo, há também mais três milhões de euros a serem entregues aos professores relativos à vinculação extraordinária de 3500 docentes.

As contas do Estado indicam ainda a possibilidade de mais 14 mil professores que deverão subir do 4º para o 5º escalão e do 6º para o 7º , com o consequente aumento salarial na ordem dos duzentos euros em 2018.

Para ir ao encontro dos objetivos dos sindicatos, o descongelamento da carreira e devolução das progressões perdidas nos últimos anos com a atualização integral dos salários, custaria ao Estado 600 milhões de euros. É tanto quanto o valor que o Governo pretende gastar com toda a Função Pública em 2018 e 2019.

Concretizado esse objetivo, um professor que hoje recebe 2137 euros passaria a receber 3091,92 euros ao subir do 5º para o 9º escalão.

Ministro internado por perda de equilíbrio  

A doença obriga o ministro a ficar sob vigilância e investigação médica nos próximos dias. A síndrome torna o paciente incapaz de poder trabalhar, por ter de permanecer deitado em repouso absoluto.

A síndrome vestibular aguda caracteriza-se por tonturas e vertigens, que se manifestam de forma aguda e repentina durante segundos ou minutos mas podem prolongar-se durante horas. A sensação de ver tudo à roda é acompanhada por vómitos, dificuldade em manter o equilíbrio e intolerância a movimentos da cabeça. Em alguns doentes, a síndrome atinge também a visão com perturbações provocadas por movimentos descontrolados do globo ocular que dificultam a fixação do olhar.

Segundo o otorrinolaringologista Carlos Ribeiro explicou ao CM, a doença manifesta-se de uma forma súbita. "A perda de equilíbrio é súbita perante a falha que ocorre na parte interna do ouvido", disse.

O especialista adiantou que "o principal sintoma é a perda de equilíbrio, pelo que o paciente vê tudo à roda". A doença provoca um grande mal-estar e tornou impossível a presença do ministro, ontem, na ronda negocial com as várias estruturas sindicais dos professores que convocaram uma greve para hoje.

É também impossível a Tiago Brandão Rodrigues participar hoje na audição no Parlamento sobre o Orçamento da Educação para 2018. A audição coincide com um protesto marcado pelos professores frente ao Parlamento.

Para a total recuperação, pode ser necessário o paciente estar internado duas ou três semanas nas situações mais complicadas.

Tiago Brandão Rodrigues tem 40 anos e cumpre no dia 26 deste mês dois anos à frente da pasta da Educação. Doutorado em bioquímica, antes de ser ministro trabalhou durante seis anos no Centro de Investigação do Cancro, em Cambridge, no Reino Unido.

A DOENÇA DO MINISTRO

– O que é a síndrome vestibular aguda?

– É uma inflamação na parte interior do ouvido, uma membrana que está associada ao equilíbrio e ao sentido de orientação do indivíduo.– As principais causas para ocorrer a síndrome?

– São diversas. Na sua forma mais simples resultam de uma inflamação que pode ter origem num vírus, ou ser provocada por um pico de stress ou cansaço.– Pode ser resultante de uma doença mais grave?

– Embora em menor número a síndrome pode resultar de uma isquemia localizada aguda. Pode também ocorrer por desordens do sistema nervoso, como a esclerose múltipla.

– Que exame é feito para apurar a síndrome?

– Os pacientes são sujeitos a um audiograma. Um exame de audição necessário para distinguir entre a síndrome vestibular e outras possíveis causas.– Que tratamento é receitado ao doente?

– São utilizados medicamentos antivertiginosos e passado um dia o paciente pode sentir-se melhor. Ao mesmo tempo o doente permanece em repouso.SAIBA MAIS 

24

horas é o período de tempo que demora a recuperação de uma síndrome vestibular aguda, quando a doença é provocada por um vírus.

Inflamação do nervo

A síndrome é causada pela inflamação do nervo vestibular. Este é o nervo que estabelece a ligação entre o ouvido interno com o tronco cerebral.

Vários vírus responsáveis

Diversos vírus podem ser a causa da síndrome vestibular aguda. Uma maior fragilidade motivada pelo cansaço pode potenciar a inflamação.

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