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Correio da Manhã

Sociedade
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Regulador da aviação abre processo à falha de combustível do Aeroporto de Lisboa

ANAC investiga incidente que levou ao cancelamento de 64 voos , 11 desvios e atrasou 322 ligações.
Lusa 11 de Maio de 2017 às 13:31
Passageiros mostram caos no Aeroporto de Lisboa
Centenas ficaram retidos no edifício durante a noite.
Passageiros mostram caos no Aeroporto de Lisboa
Passageiros mostram caos no Aeroporto de Lisboa
Portugal, Petrogal, ANA, Aeroporto Humberto Delgado, Aeroporto de Lisboa, João Nunes, transportes, aviação
Aeroporto
O Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa
Passageiros mostram caos no Aeroporto de Lisboa
Centenas ficaram retidos no edifício durante a noite.
Passageiros mostram caos no Aeroporto de Lisboa
Passageiros mostram caos no Aeroporto de Lisboa
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Aeroporto
O Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa
Passageiros mostram caos no Aeroporto de Lisboa
Centenas ficaram retidos no edifício durante a noite.
Passageiros mostram caos no Aeroporto de Lisboa
Passageiros mostram caos no Aeroporto de Lisboa
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Aeroporto
O Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa
A Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC) vai abrir um processo de averiguações à avaria no sistema de abastecimento de aviões no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, para "apurar as circunstâncias da falha e futuras medidas a tomar".

Fonte oficial da ANAC, regulador do setor da aviação, disse que "decidiu abrir um processo de averiguações e encontra-se a efetuar as diligências necessárias de forma a apurar as circunstâncias da falha e futuras medidas a tomar, com vista a garantir que a situação de inoperacionalidade de ontem não se volte a verificar".

No âmbito das diligências em curso, a ANAC irá verificar também "a proteção dos direitos dos passageiros e a qualidade do serviço prestado" na quarta-feira, adianta a mesma fonte.

A ANA - Aeroportos de Portugal informou, às 00h30, estarem resolvidos os problemas no abastecimento de aeronaves no aeroporto de Lisboa, que começaram por volta das 12h00.

Fonte oficial da empresa precisou então à agência Lusa que a ANAC autorizou a realização de voos durante a noite para que possa ser normalizada a operação no Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa, que .

Na nota enviada à agência Lusa, a ANAC justifica a abertura do processo de averiguações com "a prolongada disrupção no serviço de abastecimento de combustível no Aeroporto de Lisboa, causando perturbações ao normal funcionamento das operações de voo e provocando transtornos aos passageiros e companhias aéreas".

Para o organismo liderado por Luís Ribeiro, "os meios mobilizados não permitiram uma resposta suficiente para repor a operacionalidade em pleno", mas nota que "apesar dos transtornos causados, não colocou em causa a segurança das instalações do Aeroporto, nem dos passageiros e pessoal afeto às operações".

Operações regressam à normalidade no aeroporto
As operações no aeroporto de Lisboa retomaram a normalidade a meio da manhã desta quinta-feira, mas alguns voos ainda registam atrasos.

Segundo uma nota da ANA - Aeroportos de Portugal, desde as 10h30 que a operação no Aeroporto Humberto Delgado "retomou a normalidade", depois do problema no abastecimento das aeronaves ter sido resolvido pelas 00:30.

A ANA informa ainda que "todas as restrições ao tráfego aéreo foram levantadas e todos os voos estão a decorrer de acordo com o previsto, ao ritmo normal".

De acordo com a informação disponível pelas 11h30 na página da internet ANA, alguns voos ainda estavam a sair de Lisboa com atraso, em alguns casos superior a uma hora, como por exemplo o voo da Ryanair com destino a Dublin, que saiu pelas 11h19 do terminal 2, quando a hora inicialmente prevista era 10h00.

Quase todos os restantes voos que partiram do aeroporto de Lisboa ao final da manhã saíram com algum atraso.

O problema no abastecimento das aeronaves ocorrido na quarta-feira afetou centenas de voos e milhares de passageiros.

A Proteção Civil disponibilizou camas para os passageiros que se mantiveram esta noite nas instalações do aeroporto, nomeadamente por não terem sido acomodados pelas suas companhias ou por quererem permanecer no local ou porque viajariam brevemente.

Na nota emitida na manhã desta quinta-feira, a ANA não dá mais pormenores sobre quantos voos foram cumpridos durante a noite nem sobre os passageiros afetados que tiveram de ser alojados.
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