Sobre o impacto da depressão Kristin, em 28 de janeiro, o sacerdote referiu que os danos ocorreram em edifícios, assim "como no património natural do recinto de oração, das áreas envolventes e do monte dos Valinhos".
O reitor do Santuário de Fátima antecipou esta terça-feira que a instituição deverá registar números de peregrinos semelhantes aos do ano passado, realçando que, apesar de ter registado "danos severos" devido ao mau tempo, nunca deixou de receber fiéis.
Segundo Carlos Cabecinhas, que ressalvou tratar-se de dados provisórios, entre 01 de janeiro e 11 de maio, o santuário registou "1.127.762 peregrinos que participaram em alguma celebração do santuário", um aumento de 11.500 peregrinos face ao período homólogo de 2025.
"É, de facto, um ligeiro aumento que indica que provavelmente os números deste ano serão números semelhantes em termos de fluxo de peregrinos aos do ano anterior", declarou na conferência de imprensa que antecede a peregrinação de 12 e 13 de maio.
Sobre o impacto da depressão Kristin, em 28 de janeiro, o sacerdote referiu que os danos ocorreram em edifícios, assim "como no património natural do recinto de oração, das áreas envolventes e do monte dos Valinhos".
"O fluxo de peregrinos, embora tenha diminuído nos dias imediatamente posteriores à tempestade, nunca foi interrompido, isto é, tivemos sempre peregrinos, mesmo quando a acessibilidade era difícil, mesmo quando as condições do recinto eram aquelas que as imagens transmitiam de muitas árvores derrubadas e da dificuldade de aceder aos próprios espaços", assinalou.
Referindo-se ainda aos números de peregrinos, explicou que, quanto aos grupos organizados, houve um ligeiro decréscimo no mesmo período.
"Contamos com 335 peregrinações de grupos portugueses, 979 grupos estrangeiros, e apesar desta ligeira diminuição dos grupos inscritos, neste mesmo período, regista-se um ligeiro aumento do número total de peregrinos", observou, precisando que "os peregrinos espanhóis continuam a ser os estrangeiros mais numerosos em Fátima, seguidos pelos peregrinos polacos".
Seguem-se "os grupos dos Estados Unidos, Itália e Coreia do Sul", prosseguiu, para destacar "um ligeiro aumento" entre os peregrinos do Brasil, onde a devoção à Virgem de Fátima mantém "grande crescimento".
Ainda a propósito da afluência dos peregrinos, o reitor observou que o templo passou "a ter grupos inscritos, nomeadamente grupos estrangeiros, durante todo o ano, mesmo nos meses de inverno", pelo que foi incluído no programa diário do santuário, também durante o período de inverno, a oração do terço seguida da procissão de velas.
Carlos Cabecinhas elencou depois os trabalhos para reparação dos estragos decorrentes do mau tempo, esclarecendo que o plano de rearborização inclui a plantação de centenas de árvores, arbustos e plantas nos espaços verdes que envolvem o recinto, e "algumas pequenas mudanças na organização do espaço", para "dar melhores condições de acessibilidade" aos fiéis.
À pergunta se estes trabalhos são uma espécie de obra contrarrelógio para uma eventual visita do Papa Leão XIV em 2027, Carlos Cabecinhas, salientou que as obras seriam feitas "em qualquer circunstância, porque se trata de reparar e, sobretudo, de dar melhores condições aos peregrinos".
"Mas, obviamente, que a perspetiva da visita do Papa, que se não liderou este projeto de intervenção, continua a acompanhar o nosso espírito. E, obviamente, ao santuário, muito alegraria poder acolher o Papa Leão XIV no próximo ano, para os 110 anos das aparições e os 10 anos da canonização dos santos Francisco e Jacinta", adiantou.
O bispo da Diocese de Leiria-Fátima, José Ornelas, ex-presidente da Conferência Episcopal Portuguesa que formalizou o convite a Leão XIV, acrescentou que o Papa tem dito que "terá muito gosto de vir a Fátima", mas a data está nas suas mãos.
Em 2025, cerca de 6,5 milhões de peregrinos estiveram no Santuário de Fátima.
"O número de peregrinos que visitou o Santuário de Fátima, em 2025, e participou em pelo menos uma celebração, foi de 6.478.323, o que traduz um aumento de 241.913 fiéis face ao ano anterior", segundo uma nota enviada à agência Lusa.
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