De acordo com a administração, foram registadas melhorias em 2025 após o "ano perdido de 2024".
O presidente do conselho de administração do grupo SATA, Tiago Santos, revelou esta quinta-feira uma melhoria dos resultados da empresa em 2025, após o "ano perdido de 2024".
Tiago Santos, que esteve esta quinta-feira na Comissão Parlamentar de Economia da Assembleia Legislativa dos Açores, a abordar o processo de privatização da Azores Airlines, considerou este um "sinal muito positivo", adiantando que os resultados do grupo serão conhecidos em cerca de duas semanas.
Segundo o administrador, o grupo registou uma melhoria do EBITDA (lucro antes dos juros, impostos, depreciação e amortização) da empresa de 15 a 20 milhões em 2025, mas ressalvou que para se ter um resultado positivo é necessário um EBITDA "muito superior a este".
O presidente do grupo SATA admitiu que "o ano de 2024 foi um ano perdido e 2025 está em linha com 2023", o que revela que "o plano iniciado pelo anterior conselho de administração [de que fez parte] está a ter impacto" nas contas.
O gestor afirmou que, se retirar da equação o impacto do 'fuel' na aviação, devido à crise no Médio Oriente, 2026 revela "fatores positivos para melhorar os resultados da Azores Airlines".
De acordo com Tiago Santos, este "é um momento mais positivo para retomar um processo de privatização" da Azores Airlines, após o fracasso do concurso público.
Tiago Santos adiantou que, com o encerramento do anterior processo de privatização, e a partida para a venda direta da Azores Airlines, pretende-se assegurar uma "solução mais 'standart' do mercado", em harmonia do que se passa com a TAP, uma "vez que os investidores internacionais estão habituados a este tipo de processo".
Haverá "uma fase inicial de manifestação de interesse (de compra da Azores Airlines), sem qualificação prévia", avançando-se depois para um convite à "apresentação de uma proposta não vinculativa" e posterior decisão final com base em negociações.
O Governo Regional decidiu encerrar a anterior privatização da Azores Airlines sem adjudicação, seguindo a recomendação do júri, que concluiu que a única proposta admitida implicava "riscos inaceitáveis", um acordo parassocial que permitia reduzir a participação pública e uma equipa menos experiente na aviação.
A privatização da Azores Airlines vai ter de ficar concluída até ao final do ano, segundo decisão da Comissão Europeia, que em junho de 2022 aprovou uma ajuda estatal portuguesa para apoio à reestruturação da companhia aérea de 453,25 milhões de euros em empréstimos e garantias estatais, prevendo medidas como uma reorganização da estrutura e o desinvestimento de uma participação de controlo (51%).
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