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Saiba quais são as doenças mais frequentes no verão

Aumento da exposição solar, mergulhos no mar ou aumento do consumo de álcool podem explicar o aparecimento de determinadas doenças nos meses mais quentes do ano.

20 de agosto de 2023 às 11:22

Nos meses com mais chuva e frio, é normal ouvir falar no aumento das gripes, constipações ou até pneumonias. O pingo no nariz, os lenços em todos os bolsos e o guarda-chuva tornam-se parte importante do dia a dia. No entanto, com a chegada do verão e do calor, há algumas doenças que se tornam mais frequentes nas urgências e centros de saúde. 

Dentro do leque de doenças que aparecem com maior regularidade nos meses de calor, a gastroenterite e os sintomas mais frequentes, os vómitos e diarreia, têm particular destaque, explica ao Correio da Manhã o médico Paulo Almeida, médico de medicina geral e familiar da USF Norton de Matos, em Coimbra. 

"Dentro das causas mais comuns temos a presença de bactérias nos alimentos, o aumento considerável da ingestão de alimentos e álcool, e o consumo de alimentos em mau estado", explica o médico.

Este ano, entre 21 de julho e 9 de agosto foram registados 187 casos de toxinfeção alimentar associados ao consumo de broa de milho na região centro do País. Esta toxinfeção está a ser investigada, uma vez que as autoridades suspeitam que esteja relacionada com a presença de uma bactéria num produto usado na confeção da broa. 

Segundo o médico, o mais frequente no verão é que a "gastroenterite não seja grave" e que seja tratada em casa com uma dieta e ingestão de bastantes líquidos de forma a combater a desidratação.

Outra doença muito frequente neste período de maior calor são as alergias. A chegada das temperaturas quentes é sinónimo de sol, passeios ao ar livre, idas à praia ou piscina, o que acaba por aumentar a exposição aos alérgenos de exterior, como pólen. Alguns dos sintomas destas alergias sazonais são o corrimento nasal, olhos lacrimejantes com comichão, espirros, comichão nasal e congestão nasal. "Nos casos menos intensos, poderá bastar a administração de anti-histamínicos, contudo, é importante consultar o especialista para estudar a origem da reação", refere o médico.

As conjuntivites também são bastante frequentes nesta época, e podem ter origem alérgica ou serem provocadas por vírus ou bactérias, acrescenta Paulo Almeida. Os sintomas característicos são o "prurido [comichão], inflamação, e secreção ocular (purulenta ou não)", explica. Estes sintomas costumam durar no máximo uma semana. Tratando-se de uma doença muito contagiosa, as conjuntivites requerem alguns cuidados para não contagiar outras pessoas, como higienizar as mãos frequentemente com água e sabão ou álcool gel.

A frequente exposição ao sol aumenta também o aparecimento de queimaduras solares. O médico aconselha a que a exposição seja feita de forma gradual e deve-se ainda "evitar as horas de maior radiação solar, aplicar protetor solar e hidratar a pele".

As otites externas também têm especial predominância nos meses mais quentes do ano e, segundo Paulo Almeida, a causa mais habitual é a acumulação de água no ouvido depois de um banho na piscina ou no mar. "A humidade que se mantém no ouvido propícia o crescimento de algumas bactérias", explica. O médico aconselha que se mantenham os "ouvidos limpos e secos, limpando sempre com uma toalha após nadar ou tomar banho, devendo abster-se de colocar objetos como cotonetes ou o próprio dedo".

Por último, Paulo explica ao CM que "o verão é também usualmente marcado pelo aumento do número de infeções urinárias, sendo estas mais frequentes no sexo feminino" devido à "desidratação e aumento da humidade na região intima, o que abre porta à proliferação de microorganismos". Para prevenir o aparecimento destas infeções, o médico refere que é importante a ingestão de bastante água, fazer a limpeza sempre no sentido da vagina para o ânus, e apostar em roupa interior de algodão. "Quando já se verifica esta infeção, o seu combate faz-se com recurso a antibióticos", conclui.

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