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Correio da Manhã

Sociedade
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Salário de bastonário gera ‘guerra’ na Ordem

Guilherme Figueiredo ganha mais 13 mil euros por ano do que a procuradora-geral.
Débora Carvalho e Luís Oliveira 17 de Junho de 2018 às 01:30
Pedro Noel da Luz
Nuno André Ferreira
Guilherme Figueiredo
Guilherme Figueiredo
Pedro Noel da Luz
Nuno André Ferreira
Guilherme Figueiredo
Guilherme Figueiredo
Pedro Noel da Luz
Nuno André Ferreira
Guilherme Figueiredo
Guilherme Figueiredo
A polémica em torno da remuneração do bastonário da Ordem dos Advogados, que ganha cerca de 8700 euros por mês (122 230 euros por ano), já levou a pelo menos uma demissão no Conselho Geral (CG) da OA. Trata-se do vogal Silva Cordeiro, que denunciou alegadas irregularidades ao Conselho Fiscal.

Guilherme Figueiredo recebe mais 13 mil euros por ano do que a procuradora-geral da República (PGR), Joana Marques Vidal, contrariando uma deliberação do CG da OA, que estabelecia que a remuneração teria de ser inferior à do cargo de PGR (109 417 €).

Em 2017, o bastonário recebeu 119 252 € brutos (tomou posse no dia 11 de janeiro): 6629 € de vencimento base (mais 500 do que a PGR) e os dois suplementos, 14 vezes por ano (quase 4 mil €/ano a mais do que a PGR). Silva Cordeiro garante ter enviado uma carta ao bastonário, a 28 de maio, a questionar se iria retificar o erro e restituir o valor remanescente.

"Não obtive resposta. Isto tem de ser travado ", sublinhou ao CM. Este sábado, Guilherme Figueiredo confirmou ao CM que sabia que ganhava mais, mas justificou com os "cortes" na função pública. Referiu que, se o CG o entender, irá repor o que recebeu a mais.

PORMENORES
Deliberação em 2017
O Conselho Geral da Ordem deliberou, a 12 de janeiro de 2017, que Figueiredo teria um vencimento ilíquido "igual" à do cargo de PGR. Ontem, o bastonário referiu que a antecessora, Elina Fraga, ganhava mais do que ele.

‘Vice’ também se demitiu
Esta é já a segunda baixa na OA. Em maio, Miguel Matias demitiu--se da vice-presidência do Conselho Geral.

Começa com Marinho
Marinho e Pinto foi o primeiro bastonário a ser remunerado. A situação manteve-se com a sucessora, Elina Fraga.
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